[Contém spoilers]

Nove anos, nove temporadas. Algumas a mais, mas sempre pensei que ia ter saudades. E se calhar vou ter saudades daquelas cinco pessoas: Barney, Lily, Marshall, Robin e Ted. Ao longo dos anos, eles fizeram-me rir. Fizeram-me sofrer também um pouco por eles, mas sim, fizeram-me rir bastante.

Ao início, o Marshall e a Lily passavam-me completamente despercebidos. Eram o casal aborrecido que toda a gente adorava, mas que a mim aborrecia. Depois, passei a admirar o que eles tinham. até porque eles são muito cromos como casal. Marshmallow e Lilypad tem de facto muita piada 😛

Da Lily, aprecio especialmente a forma como ela é uma excelente amiga. A relação dela com a Robin foi das minhas coisas preferidas na série.

O Barney era o tipo com piada. O tipo ordinário que queria dormir com cada gata de saia, o bro, o tipo dos high fives, dos legend…. wait for it… dary e que estava sempre a levar estalos da aposta perdida com o Marshall.

O Ted é aquela personagem mais chatinha, mas por quem sempre torci. Torci para que ele finalmente encontrasse a mulher da vida dele, que finalmente tivesse aquilo que sempre procurou e fosse feliz.

A Robin era a minha preferida, sem dúvida. Havia algo nela com o qual eu me identificava, embora em tantas outras coisas fôssemos diferentes, mas foi a minha preferida.

Admito que no fundo, houve momentos em que torci pela Robin e pelo Barney como casal. O pedido de casamento dele foi qualquer coisa de awesome. No entanto, verdadeiramente, sempre torci para que as coisas não resultassem. Porque para mim o Barney devia ter sido sempre o tipo que ‘come’ (perdoem-me a expressão) as gajas todas e que tem noção de que não precisa de mais. Quanto à Robin, conseguia vê-la com alguém, mas acho que é o tipo de personagem que fica melhor sozinha também. Posso portanto dizer que para mim fez todo o sentido que o casamento dos dois não tivesse resultado.

Não se pode é falar em HIMYM sem mencionar que aquelas cinco pessoas eram amigas para a vida. Tal como não se pode referir a série sem dizer que ela é a história de um homem que conta aos seus filhos como conheceu a Mãe deles. E como ela é o amor da vida dele.

Ou assim devia ser.

Agora, a parte mais difícil. Não me levem a mal, eu sou (fui fã) de How I Met Your Mother. Uso o verbo no passado não por ter terminado, mas porque o final me deu cabo da série. Se ontem leram a review da minha colega Maria, eu partilho totalmente da opinião dela, portanto não vão ler nada muito diferente do que ela escreveu.

Dificilmente choro a ver séries, mas o final fez-me chorar e foi por causa de Tracy. Não volto a referir-me a ela como a Mãe, porque agora sei que o nome dela é Tracy. O que eu desejei que não lhe acontecesse nada de mal!!! Que o Ted não estivesse a contar aquela história aos filhos porque a mãe deles estava morta. Mas estava. E Tracy basicamente tinha-se tornado a minha preferida. Desde aqueles momentos com Lily nesta season premiere que sou fã dela.

Como se não bastasse aquela morte, uns anos depois, Ted e Robin ficam juntos e sim, eu sou contra isso. Porquê? Porque Ted contou aos filhos (e a nós espectadores) a história de Tracy, daquela mulher que era o amor da vida dele e que lhe tinha dado os filhos. Só que, afinal, Robin é o amor da vida de Ted, como sempre pareceu, como nunca deixou de ser, mesmo que Tracy tenha existido.

Não estou a dizer que Ted não amou a Tracy como tudo, que ela não foi um grande amor, mas estou a dizer que a Robin foi O amor da vida dele. E isso não faz sentido para mim. Ela podia tê-lo tido, o Ted sempre a quis, mas afinal foi como todas as histórias clichés em que as pessoas que parecem ter seguido em frente, afinal voltam sempre uma para a outra.

E para mim, os fãs teriam merecido melhor que esse final. Eu queria ter tido um final que me lembrasse HIMYM com saudades, mas vai ser sempre o final que eu não consigo digerir. E se calhar vou ter saudades daquelas cinco pessoas, mas vou ter mais saudades da mulher que conhecemos pouco, mas que eu gostava de ter conhecido melhor.

Mom-on-How-I-Met-Your-Mother-Still

Diana Sampaio.