Classificação

10
Interpretação
9.9
Argumento
10
Realização
9.7
Banda-Sonora

E chegou. Chegou e arrasou. O mais incrível final de temporada do ano está aqui!

Enquanto Dolores navega pelas suas memórias à procura de respostas, Ford revela a sua nova narrativa ao público, enquanto Maeve prepara um novo plano. A identidade do “The Man in Black” é revelada e as intenções de Ford são colocadas a nu.

Westworld é inquestionavelmente uma das séries do ano (talvez A série do ano). É uma viagem extraordinária a um mundo novo, com personagens riquíssimas, visuais maravilhosos e temática vibrante. É um exercício que testa a inteligência dos seus espectadores: um puzzle visual que vai aumentando o seu grau de exigência à medida que avança nos episódios. É uma série artisticamente rica em referências culturais. Isto, não só a torna como um exemplo de televisão no seu melhor, como a torna uma série obrigatória para todos os que gostam de se sentir desafiados.

Este final de temporada procura dar todas as respostas que ainda pairam no ar, mas não sem deixar um gostinho de mistério para a temporada seguinte. “The Bicameral Mind”, num ponto de vista mais técnico, é um festim para os olhos. Tem sequências de ação fulgurantes, tem uma fotografia belíssima e uma banda sonora palpitante. É um produto que é genuíno e que não pondera sobre o que a “sociedade em massa” pensa sobre ele. É fluído, criativo e repleto de twists maravilhosos.

Este é um dos casos raros de televisão onde a história atinge um “clímax” em uníssono. Isto é, todas as narrativas paralelas vão-se interligando, convergindo os seus momentos de maior intensidade ao mesmo tempo. É também um final de temporada poético. Aliás, a temporada toda é poética. Uma poesia que conjuga diversas abordagens humanas, artísticas e tecnológicas. Uma ode à complexidade divina do ser humano. Um deleite inteligente que conjuga tudo o melhor que a televisão tem para oferecer.

Não vou entrar em detalhes do episódio. Saboreiem, vivam e desfrutem.

Jorge Lestre