Classificação

8
Interpretação
8
Argumento
8
Realização
7
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Temporada: 4

Número de Episódios: 22

Chega ao fim mais uma temporada de Dynasty, e que final! Realmente há poucas séries com finais tão intensos quanto Dynasty. Esta não é uma série que possa ser chamada de obra-prima, mas cumpre o seu principal propósito: o entretenimento. Na minha opinião, esta temporada está muito semelhante às restantes a nível de qualidade de interpretação e enredo; não há muito que a distinga nem pela positiva nem pela negativa. Depois de todas as baldrocas com as Crystals, finalmente temos alguma consistência e coerência (dentro do possível numa série deste género) e parece que a série se está a tornar sólida.

Finalmente, vemos Fallon e Liam a celebrar o seu amor pelo casamento. Claro que este evento não acontece sem os seus percalços e dramas, não fosse isto Dynasty, mas não deixou de ser um momento bonito e ansiado por muitos fãs. Ainda assim, diria que a relação dos mesmos se perdeu um pouco – até porque precisavam de arranjar enredo – com todo o trabalho que Fallon teve e também com a introdução de Eva na série. Pelo menos, no último episódio, parece que o casal está disposto a reatar – falta saber como Fallon irá recuperar da sua “morte” graciosa (o enquadramento e composição da última cena da série ficou qualquer coisa de poético… não seria Fallon se assim não fosse!).

Claro que quando falo em morte, sei bem que não será a nossa protagonista que nos vai deixar, pois se já com as saídas das Crystals a série sofreu um abanão, desconfio que não sobreviveria sem Elizabeth Gillies. Mas e Culhane? Será que nos irá abandonar? Vou ser honesta, nesta temporada achei que o seu papel era cada vez menos relevante e secundário. Não sentiria saudades! Pelo menos não da maneira que vou sentir de Anders. Um personagem tão querido de todos os outros que, mesmo morrendo, continuou presente na forma como todos lidaram com a sua partida. Esta sim foi uma surpresa para mim, pois a série criou ali um clima misterioso durante alguns episódios que levantaram dúvidas sobre quem iria morrer. Pensei tanto em Crystal como em Blake. Em Crystal por a atriz estar grávida, mas seria estranho perdemos novamente esta personagem. No entanto, ela ficou doente, o que poderia levar à sua morte. Em Blake, pois estava a ser muito simpático nesses episódios e a tentar ser boa pessoa para a sua família. Obviamente, estava enganada!

Fora estes eventos mais impactantes, sinto que foi uma temporada com peripécias muito interessantes, desde o caso entre Kirby e Adam e depois toda a recuperação de Kirby até à picardia entre Alexis e Dominique. Também serviu para Sam se integrar mais nos Carrington, o que gostei de ver, visto adorar a personagem. Espero mesmo que na próxima temporada ele tenha mais relevância ao invés de ser o salvador de todos (aka Kirby e Fallon).

Adicionalmente, a série conseguiu reinventar-se com diferentes formas narrativas e com momentos musicais que foram bastante divertidos. Ainda assim, acho que uma série deste género só consegue continuar a brilhar graças ao seu elenco fenomenal. Não há uma única má prestação.

Depois de uma temporada bem intensa, posso afirmar que Dynasty e os Carrington continuam a animar as semanas dos espectadores proporcionando momentos bem tensos que podem ser consumidos de uma forma leve e despreocupada. Fica a incerteza relativamente ao destino de alguns personagens o que, obviamente, nos motiva a acompanhar a série!

Melhor episódio:

Episódio 2 – Vows Are Still SacredVisto o casamento de Fallon e Liam ser dos acontecimentos mais esperados da série, tenho de lhe entregar o mérito de melhor episódio. Por toda a imprevisibilidade, por todo o drama, mas também por todo o amor e pela simplicidade do que acabou por acontecer.

Personagem de destaque:

Fallon Carrington (Elizabeth Gillies): Se não ficou evidente até agora, Fallon é a minha personagem favorita. Toda a sua personalidade atrevida e destemida traz um dinamismo à série que nenhuma outra personagem consegue.

Ana Leandro