Classificação

8
Interpretação
7.5
Argumento
8
Realização
7
Banda Sonora

[Contém spoilers!]

Temporada: 2

Número de episódios: 10

Se há algo que gostei na 1.ª temporada de Awkwafina Is Nora From Queens foi o quanto me consegui relacionar com a personagem que Awkwafina interpreta, uma jovem a tentar descobrir o seu caminho na vida, seja através de aventuras amorosas, profissionais ou familiares. Outro fator que me faz continuar a ver esta série foi, sem dúvida, o quão fofa a avó de Nora é e as gargalhadas que nos proporciona.

Sobre o primeiro aspeto devo dizer que a temporada trouxe episódios bastante bons com os quais até me consegui identificar, mas sinto que no final se perdeu um pouco. Nora ir para Los Angeles faz todo o sentido enquanto viagem de autodescoberta, mas passar meses num culto… bem, para mim já não é tão comum (não sei se será uma questão cultural ou não). E claro no final enquadrarem a pandemia… está tudo certo, mas não era necessário. Ainda que tenha tornado tudo bem mais fofo quando Nora volta a morar com a sua avó e lhe faz companhia num contexto tão peculiar. Se houve momentos mais sombrios e tristes foram sem dúvida os dois últimos episódios desta temporada.

Considero que esta foi uma temporada bem completa no sentido em que conhecemos melhor certas personagens e começamos a importar-nos mais com elas, seja o pai de Nora seja Edmund. Embora muito da série seja aleatório e isso a torne única, acho que deveriam tentar encontrar um caminho mais regular para Nora. Com isto quero dizer que gostaria de ver a vida dela a ir em alguma direção, não somente episódios com aventuras soltas – mas a vida também é feita destes momentos desagregados, por isso não me queixo muito.

Se há algo que aprecio nesta série é o quão experimental continua a ser, quer a nível visual quer a nível de enredo. Por exemplo, o episódio em que Nora vai a 2003 foi só das coisas mais hilariantes de sempre. E é por isto, pelos episódios um pouco aleatórios acompanhados de desenvolvimento de personagens que continuarei a ver esta série. Faz-nos sentir bem!

Melhor episódio:

Episódio 5 – Don’t F**k with Grandmas – Este acabou por ser o meu episódio favorito porque se foca muito na avó e no seu grupo de amigas. Achei todo o conceito hilariante e, de certa forma, realista. Quem nunca ouviu falar de esquemas que tentam vender a “velhinhos” para os enganar e roubar? Bem, eu nunca vi isso ser retratado numa série e devo dizer que adorei. Especialmente o facto de estas “velhinhas” não se deixarem ficar e correrem atrás da justiça. Também foi o episódio em que Nora atingiu o limite no seu trabalho e se despediu o que acabou por ser um grande passo para ela.

Personagem de destaque:

Avó (Lori Tan Chinn) – Digo que a melhor personagem é a avó porque dizer Nora seria muito previsível. É, sim, a avó que me cativa em cada episódio e que mais emoções provoca em mim, seja riso, choro ou um “aw” do quão fofa ela consegue ser. Se um dia a tirarem da série será muito triste.

Ana Leandro