Classificação

7.5
Interpretação
5
Argumento
7.5
Realização
6.5
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Temporada: 2

Número de Episódios: 12

Enquanto fã dos filmes de High School Musical que se converteu à série mal esta estreou, só digo que estou muito desapontada com esta temporada. Se acho que fez sentido não terem explorado o segundo musical, pois têm intenções de prolongar a série por mais do que três temporadas? Sim. Se acho que poderão fazê-lo quando regressarem para umas supostas férias de verão? Sim. Se também acho que com todo o arco de Nini e Ricky faria sentido o número Gotta Go My Own Way? Também. Se achei que no final poderia haver um plot twist em que eles se manteriam fieis às raízes e magicamente atuariam esse musical e não A Bela e o Monstro? Também. Mas são escolhas e até aí eu serei obrigada a respeitar. No entanto, há muito que não fez sentido nesta temporada e ela não entregou, de todo, a qualidade da temporada anterior.

Se a cada episódio da 1.ª temporada eu me emocionava e relacionava com os personagens de tão bem que eles transmitiam o que sentiam, nesta temporada senti os protagonistas muito distantes das suas personagens. Joshua Bassett, que me habituou a lacrimejar só de o ver falar de coração partido, entregou uma performance muito mais fria e sem emoção desta vez. Poderá ter sido propositada, pois o protagonista cresceu e não deve manter os olhos de cachorro abandonado para sempre; ainda assim, era algo que combinava muito bem com o ator e que só acrescentava ao papel. Todo o arco do casal principal foi uma grande trapalhada. Se a temporada fez sentido neste departamento, esta foi só um caos e acho que os fãs já repararam e vão dedicar-se a outros pares amorosos.

O que me leva a outra forte crítica da temporada: demasiado virada para os casais e para os seus dramas. Obviamente que High School Musical sempre teve muitos casais e parte do encanto era esse, mas não esqueçamos o principal, os musicais, e este foi completamente negligenciado. Depois de passarmos um episódio completo a tentar arranjar um mecanismo que ajudasse a troca de Ricky de monstro para príncipe, chegamos ao final e o engenho é roubado. E… acabamos por nem ver o resultado final dessa transformação. A acrescentar que se Nini fosse a Bela, veríamos essa cena de certo, em prol do casal. A par da pouca atenção que deram ao musical, também achei que a qualidade da banda sonora decresceu bastante, pois se antes ao final de cada episódio eu ouvia as novas músicas, desta vez tal não sucedeu e até hoje nenhuma me ficou na cabeça.

Poderia continuar a minha rant infinita de fã chateada, mas deixo apenas uma nota ao último episódio, que foi provavelmente o pior da temporada. Depois de não vermos o musical sequer, de um desfecho sem sabor em relação aos Menkies, aquela união entre EJ e Gina foi só, permitam-me, cringe.

Pelo menos, desta vez o Disney + não temeu tanto com o seu casal Seb e Carlos e esperemos que tal continue nas temporadas que se avizinham. Aguardo o retorno da qualidade da 1.ª temporada e aguardo os musicais 2 e 3. Sinceramente, não sei o que os criadores tinham em mente quando se lançaram de cabeça para os fãs de HSM. Somos exigentes!

Melhor episódio:

Episódio 8 – Most Likely To – Provavelmente o melhor número musical é o de EJ enquanto Gaston. E, para terminar, temos uma grande música e performance por parte de Howie, que evocou os sentimentos a que estávamos acostumados. Desde EJ a contar ao pai do seu futuro, a Ricky e Nini terminarem, a Ashlyn e Big Red conhecerem-se um pouco melhor a nível pessoal e profissional, este é o episódio perfeito para relembrar o porquê de esta série ter sido tão acarinhada no seu início.

Personagem de destaque:

EJ (Matt Cornett): Tirando os últimos segundos da temporada, a personagem de EJ foi a que mais evoluiu no ecrã e a performance de Matt foi irrepreensível. Falta agora um grande número musical que esperemos que venha na próxima temporada, que provavelmente será a sua última.

Ana Leandro