Classificação

7.5
Interpretação
8.5
Argumento
7
Realização
6.5
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Minissérie

Número de Episódios: 2

Neste mês de fevereiro estreou, na BBC One, a adaptação televisiva do livro de Agatha Christie, ambos denominados de The Pale Horse, que conta a história de Mark Easterbrook (Rufus Sewell), o qual após ser chamado por um inspetor, Stanley Lejeune (Sean Pertwee), descobre que o seu nome se encontra numa lista que foi achada no sapato de uma mulher morta. Por conseguinte, a fim de descobrir o porquê de o seu nome se encontrar nessa lista, ele começa a investigar o caso, enquanto as restantes pessoas que também tinham o nome na lista vão morrendo, aparentemente de causas naturais. A investigação leva-o até The Pale Horse, a residência de três mulheres que, segundo rumores, são bruxas e conseguem livrar-se das pessoas usando magia negra.

A premissa só por si já parecia bastante interessante e, sabendo que era baseada num livro de Agatha Christie, a curiosidade e expectativa quando comecei a ver esta série não poderia ser maior (mesmo quando eu sei que muitas das adaptações, normalmente, não conseguem corresponder ao esperado quando já se leu o livro antes – aconteceu-me isso com Murder on the Orient Express).

Neste caso, mesmo tendo começado a ler o livro antes, não o consegui terminar a tempo de ver a série, o que fez com que as expectativas que eu tinha fossem em relação à qualidade da história e não à qualidade da adaptação. Isso por um lado apresenta vantagens visto que dessa forma não estava a ser influenciada pelo conhecimento prévio da história, o que me levaria inevitavelmente a julgar a série como sendo uma boa ou má adaptação, mas por outro apresenta desvantagens, dado que, assim, não poderei dizer se foi efetivamente uma boa/fiel adaptação ou não.

Assim sendo, no final da visualização da série, a sensação com que fiquei foi de que esta conseguiu corresponder às minhas expectativas dado que a história não só é interessante, como conseguiu surpreender (e muito). No entanto, o primeiro episódio foi mais parado, o que acaba por ser compreensível visto que serviu mais como uma espécie de introdução à história (o que era de esperar), contudo, e uma vez que a série só possui dois episódios, é impossível ficarmos somente pelo primeiro.

E ainda bem que assim é, dado que o segundo episódio, a meu ver, acaba por ser bastante melhor que o primeiro, não só porque o ritmo se torna muito mais apressado, sem que haja perda de tempo com rodeios, mas também porque toma um rumo diferente do esperado, acabando por nos surpreender. Por exemplo, o facto de ter sido o Mark a matar a mulher não era algo que me tivesse passado pela cabeça, da mesma maneira que eu não estava à espera de que quem estivesse por detrás das mortes fosse o Osborn, uma vez que este soube fazer bem o seu papel de pessoa assustada com a ideia de o seu nome aparecer numa lista em que a maioria das pessoas, cujos nomes faziam parte desta, estivessem mortos.

Concluindo, penso que é uma boa minissérie que consegue combinar uma boa história, boas personagens e boas atuações (principalmente a de Kaya Scodelario como Hermia Easterbrook). Para além disso, ao ser uma série com somente dois episódios facilmente se vê e ainda bem que assim é porque defininitivamente vale muito a pena. Agora, resta-me somente acabar de ler o livro para saber se The Pale Horse foi um boa/fiel adaptação ou nem por isso.

Melhor Episódio:

Episódio 2 – Sendo que a temporada tem somente dois episódios, fica complicado escolher um que se tenha destacado. No entanto, como o primeiro episódio foi mais uma espécie de introdução à história (como era de esperar) e o segundo é onde o mistério começa a ser resolvido e as coisas começam a fazer todas sentido (ou isso pensávamos nós até chegar aos últimos minutos do episódio), faz com que a escolha recaia mais para o segundo episódio do que para o primeiro. Este é repleto de reviravoltas e consegue prender o espectador do início ao fim, terminando de uma maneira que definitivamente nos deixa surpresos e ligeiramente confusos.

Personagem de Destaque:

Zachariah Osborn – Tal como escolher um dos episódios é difícil, também escolher somente uma personagem de destaque se torna complicado uma vez que a temporada, ao ser tão pequena, não permite uma visão demasiado profunda dos personagens. Contudo, penso que o personagem que mais surpreendeu foi o Zachariah Osborn, visto que ao contrário do que ele fazia crer era ele o responsável por todas aquelas mortes (e mais umas quantas das quais não tínhamos conhecimento). Isto não era algo de que estávamos à espera, dado que o seu nome se encontrava na lista, o que levava a crer que ele poderia ser uma futura vítima e não que estaria por detrás das mortes.

Cármen Silva