Blindspot – 01×21 – Of Whose Uneasy Route
| 11 Mai, 2016

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Esta semana tivemos outro grande episódio de Blindspot, com Of Whose Uneasy Route a não se focar em nenhuma tatuagem. Está ao rubro a season finale de Blindspot. E o final do episódio, que enorme choque que causou! Enorme momento.

Tudo o que Oscar pediu a Jane para fazer, desde a simples tarefa de mudar uma caneta até à mais complicada, instalar uma pen drive, conduziu a que Mayfair fosse acusada de múltiplos crimes. As evidências são bem claras contra ela. O olhar de choque no rosto de Jane, quando Mayfair estava a ser interrogada, mostrou perfeitamente que compreendeu o seu papel em tudo isso. Como é que os restantes membros da equipa não perceberam o seu choque?

Mais uma vez, há uma pergunta que se repete: porque é que Jane aceitou trabalhar tão facilmente para Oscar? Para mim, a desculpa da vida de Weller poder estar ameaçada não é explicação. Jane realmente estragou a pintura e, nesta altura, não existe ponto de retorno algum para ela. Como vai ela explicar tudo isto? Sim, porque é certo que irá ser um dos alvos dos seus colegas e da própria Mayfair em toda esta traição. Outro aspeto a ter em conta é Jane não ser pessoa de deixar que alguém inocente vá para a prisão sabendo que tudo não passou de um estratagema para a incriminar. Será que irá confrontar Oscar e, consequentemente, voltar-se contra ele? Se assumir a culpa, como irá explicar isso a Weller? Os dados estão lançados.

Existem bastantes perguntas deixadas no ar neste episódio e a narrativa que esta tomou não poderia ser melhor para a série. Honestamente, nunca tinha dado grande importância à caneta e ao localizador de GPS e vê-los voltar ao jogo só mostra a maneira brilhante e pensada que esta série é. O final do episódio não foi tudo o que aconteceu esta semana. O caso da semana permitiu evolução e crescimento para alguns relacionamentos e personagens.

O Procurador-Geral Weitz está de volta para conduzir a investigação sobre a morte de Alex e, como explicado acima, Mayfair é o principal suspeito. Mayfair fica intrigada após ver Weitz e Zapata a dialogarem um com o outro. Uma vez que a sede do FBI entra em lockdown, Zapata e Mayfair ficam presas, confinadas ao mesmo espaço, permitindo que Mayfair questione Zapata sobre o seu relacionamento com Weitz.

Zapata finalmente admitiu que está a trabalhar com Weitz, porque percebeu que todos os que ficam perto de Mayfair acabam mortos. Mayfair ficou demasiado magoada e admitiu nunca mais confiar nela. A cena entre ambas foi de partir o coração, com olhos brilhantes e alguma lágrimas, culminando no tema Sofia Varna. Ambas levaram os seus sentimentos ao extremo e de forma perfeita. No final, aquando da caça aos hackers, nunca esperei que após o diálogo entre as duas, Mayfair fosse escolher para sua parceira Zapata. Foi um bom toque, quiçá numa tentativa de voltar atrás.

Outro relacionamento dramático abordado durante o lockdown foi a relação, ou o que resta dela, entre Sarah Weller e Reade. Ambos tiveram tempo de clarificar a situação durante o bloqueio do edifício, mas sem muito sucesso. Eu estava com esperanças que os dois voltassem a ficar juntos, mas Sarah está verdadeiramente magoada com Reade e de malas feitas para Portland, de forma a que o seu filho fique mais próximo do pai, o seu ex-marido. Mas a esperança é a última a morrer e, no fim, quem sabe se não ficam juntos. Eu pelo menos iria gostar muito.

Weller e Jane continuam a mostrar um enorme interesse um pelo outro e, no final do episódio, finalmente Jane reclama as cervejas que Weller lhe estava a dever. Um dos pontos negativos, se não mesmo o único neste episódio, foram os constantes olhinhos e o “dar em cima” mútuo, de ambos, durante um episódio que era suposto ser de enorme risco de vidas humanas e de tensão. Mas se calhar estou a ser demasiado exigente naquilo que foi um enorme episódio.

Este episódio volta a provar que Blindspot é uma série que vai muito mais além do que simplesmente as suas tatuagens. Os argumentistas, ao longo da temporada, têm aprendido que a vida dos nossos agentes e as suas relações são essenciais, porque também eles trazem o tão apreciado drama e tensão que fazem uma série. E com isto ficamos cada vez mais cativados pelos personagens que nela entram.

Considerações rápidas:

  • Patterson tem sempre tudo o que precisa à mão (desta vez aqueles enormes walkie-talkies, da idade da pedra)
  • A explicação de Patterson a Weller de como escapar da sala foi fantástica. Mais uma vez, MVP do episódio!
  • Weller a falar com Borden sobre desporto, quando o que se pretendia era algo emocional, também foi divertido

Fernando Augusto

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