Arrow – 04×19 – Canary Cry
| 01 Mai, 2016

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Black Canary, que descanse em paz uma das grandes heroínas de Star City!

Arrow recarregou a sua aljava de setas e está pronto para a ação até ao fim da temporada, ou seja, sem mais pausas.

No último episódio, Malcolm e Andy levaram à fuga de Darkh da prisão e este cumpre a promessa a Lance e mata-lhe a filha. Depois de, não um minuto de silêncio, mas três semanas de hiatus, a série regressa exatamente onde nos tinha deixado, na morte de Laurel.

Algo que realmente sobressaiu esta semana foram as performances dos atores. Todos eles estão de parabéns, mas vou aqui realçar David Ramsey, Paul Blackthorne e Katie Cassidy.

Grande parte do episódio dedicou-se ao adeus a Laurel e à Black Canary e foi uma despedida de valor. Desde há muito tempo, por exemplo, que os flashbacks não eram tão bons e se enquadravam tão bem com o resto da história a ocorrer no presente. Relembrar Tommy e o seu funeral (que foi uma boa jogada dos produtores ao fazer-nos pensar que era o funeral de Laurel, até que de repente esta se levanta para dizer umas palavras sobre o falecido), ver o par Laurel e Oliver (nem sempre estiveram na melhor sintonia, mas houve sempre uma sensação de magia entre os dois), o momento em que a foto que ajudou Oliver a passar por Lian Yu é entregue a Laurel. Foi bom ver o momento que levou Oliver a ir-se isolar de volta na ilha, depois dos acontecimentos da 1.ª temporada, e que o levaram a repensar o seu caminho e a virar algo diferente, alguém diferente, alguém de quem Tommy e Laurel se pudessem orgulhar. Foram todos momentos muito dramáticos que deram um maior impacto à partida da heroína.

Quentin Lance brilhou como uma estrela que perdeu todo o brilho ao perder mais uma vez uma filha. Este é um pai deveras atormentado e só neste episódio o vemos quebrar umas poucas vezes, à medida que tenta arranjar formas de trazer Laurel de volta. Mas quem o pode culpar? Num mundo em que ressuscitar pessoas já aconteceu a mais que uma pessoa, se fosse connosco não manteríamos também nós a esperança de poder trazer os nossos amados de volta? Principalmente tendo eles sido levados tão cedo e a proteger os inocentes? Lance a tentar recorrer a Nyssa e depois Oliver a tentar trazê-lo à razão foram momentos muito fortes.

“She’s always been there. She’s my rock. She was my rock. I can’t do this.”, Quentin Lance.

Já John Diggle brilhou como um vulcão em erupção. Para além de ter que lidar com a perda de uma amiga, teve que lidar com o facto de ter sido o próprio irmão a ter levado a isso. A perda de controlo de Diggle ao tentar matar a prefeita de Star City, Ruve Darhk, foi de nos deixar pregados ao sofá e um grande momento para a personagem. O quão explosivo irá ser o reencontro entre os irmãos Diggle?

Oliver Queen surgiu neste episódio como alguém já demasiado habituado à perda, mas que aprendeu com isso e que agora é mais maduro. Comparando com o Oliver que nos mostram nos flashbacks, o Oliver do presente não perde tão facilmente a cabeça, estando lá para ajudar os seus amigos e se focar no futuro. O Oliver que perdia a cabeça e tinha que se refugiar é agora aquele que serve de apoio e rocha para os outros.

“Sabes porque é que eu me culpo sempre em situações destas? Porque pelo menos é uma resposta. Às vezes, nós só precisamos de uma razão quando a situação é completamente irracional”, Oliver Queen.

No entanto, a parte mais fraca do episódio, e que ainda por cima ocupou demasiado tempo, foi o aparecimento de uma impostora da Black Canary. Teve um ponto positivo de mostrar o que acontece quando a Team Arrow neglicencia o salvamento de toda a gente, podendo isto levar ao surgimento de novos vilões amargurados. Mas no geral, todo o resto da história foi fraco e sem sentido. Quando Arrow enfrenta Evelyn Sharp (esta personagem foi baseada em Evelyn Crawford a.k.a. Starling dos comics com a primeira aparição em: Birds of Prey Vol 3 #1, novembro, 2011) pela primeira vez, todos sabemos que se ele quisesse podia-a ter derrotado logo ali, independentemente de ela ter um upgrade na arma sónica da Black Canary. E como é que ela conseguiu mesmo formatar uma arma tão avançada? Tendo ela conseguido fugir no final, espera-se já que apareça mais tarde. Espero é que os escritores nem pensem em fazê-la herdar o manto da Black Canary!

Outro aspeto do episódio foi o de apanharmos a linha temporal mostrada no início da temporada, com a cena do funeral e da pessoa na campa. Só que o facto de Barry aparecer com a sua velocidade deixou toda a gente com um ponto de interrogação a pairar sobre a cabeça. Normalmente, as duas séries costumam andar com a linha temporal mais ao menos alinhada, o que faz toda a lógica, porque sem isso os crossovers não seriam possíveis. Não que seja algo muito grave, desde que os produtores tenham isso em conta e não tenha sido um lapso. A cena que me pareceu complemente fora de contexto foi Oliver revelar que Laurel era a Black Canary. What?! Porque é que de repente a opinião pública interessa para a Team Arrow? O nome dela só seria manchado se aqueles que a conheciam e sabiam o que ela fez deixassem de acreditar nela. Para além de que sendo ela Promotora Pública, uma revelação dessas não poderia afetar todos os casos em que participou? Pelo menos foi a sensação com que fiquei com a situação de Harvey Dent em Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008).

Pensamentos adicionais:

  • foi bom ver Dinah a aparecer no funeral da filha e não ter sido esquecida como na ressurreição de Sara;
  • Ruve refere que houve um melhoramento no sistema de esgotos da cidade, o que implica que os planos do Genesis estão a avançar;
  • embora o namorado de Thea, Alex Davis, tenha aparecido assiduamente na temporada pouco se sabia ou sabe sobre ele, pelo que a revelação de trabalhar para Darkh não teve o impacto desejado.

Em suma, “Canary Cry” foi um episódio dramático e com uma boa despedida a Laurel, mas que ficou manchado por um subplot que visou apenas introduzir cenas de ação neste caso desnecessárias. No próximo episódio, Oliver e Felicity procuram por uma solução contra a magia de Darkh, enquanto que Diggle obtém uma pista sobre o paradeiro do irmão. Até lá, salvem a vossa cidade.

P.S.: E feliz dia para todas as Mães!

Emanuel Candeias

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