Arrow – 04×16 – Broken Hearts
| 26 Mar, 2016

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Love is dead!

O arqueiro mais amado e odiado da actualidade está de volta e a dar que falar. Com ele traz Cupid, a arqueira mais disfuncional, Laurel vs. Darkh no tribunal, o sacrifício do capitão Lance e o fechar de uma relação.

O tema central do episódio rondou os acontecimentos após a separação de Olicity. Repararam que também no Arrowverse a imprensa se refere à relação de Oliver e Felicity como Olicity, muito bem. E quanto ao extensivo conhecimento de Thea sobre os casais famosos e todos os assuntos das revistas cor-de-rosa, realmente impressionante! Oliver Queen, como sabemos, tem certos problemas de comunicação, de confiança, de se mostrar vulnerável e problemas em pedir desculpa. Apesar de nunca o vermos a pedir perdão diretamente, acho que podemos admitir que ele tenta redimir-se dos seus erros. Foi bom ver os laços entre a equipa e a forma como Diggle e Thea tentam aconselhar Oliver, assim como a maneira como este tenta dar espaço a Felicity, mas não a consegue de todo largar porque se o fizer será mesmo o fim.

Por seu lado, Felicity admite parte da culpa por os ter pressionado a voltar para Star City e achar que poderiam ter a vida de casal e a vida de heróis. Tenta ainda manter a relação de “trabalho” ao permanecer na Team Arrow, mas não evita mandar umas”bocas” sempre que pode e o ambiente é mesmo “de cortar à faca”. Apesar de admitir que ama Oliver, não consegue arranjar maneira de o perdoar e ultrapassar o facto de achar que ele nunca vai ser o que ela quer.

Stephen Amell e Emily Bett Rickards estiveram no seu melhor ao representar este sentimento tão complicado que é o amor e o que acontece quando o nosso coração é partido.

“Ninguém vai dizer? It’s Cupid, stupid!”, Thea.

Cupid é uma versão mais fraca, digamos assim, de Harley Quinn, e apesar de neste episódio estar demasiado overpowered, sendo que parecia capaz de derrotar o Green Arrow, Spartan, Speedy e quem mais houvesse, no fim a sua loucura em relação ao amor serviu o propósito de permitir um verdadeiro desfecho da relação entre Oliver e Felicity. E o produtor executivo Marc Guggenheim não estava a mentir quando publicou a foto de Oliver e Felicity no altar, realmente não foi nenhuma ilusão ou realidade alternativa. O casamento arranjado serviu para eles poderem confrontar os sentimentos da vida feliz que tinham, os sentimentos de amor que ainda têm e a infelicidade por parecer não haver forma de as coisas voltarem a ser como antes. Será que eles se lembraram de anular o casamento ou agora, legalmente, são na mesma casados? E a seta que atingiu Oliver, mas que podia ter ido para Felicity… Oliver consegue apanhar setas, acho que o faria se a seta tivesse ido na direção da sua amada.

A outra grande história do episódio foi o julgamento de Darkh. Depois de perder os seus poderes e ter sido capturado pela polícia, Darkh tenta recorrer agora aos advogados para o livrarem da prisão. Os momentos no tribunal foram bastante diferentes do normal da série e muito interessantes. Já há bastante tempo que não tínhamos este tipo de cenas na série. “State vs. Queen” na temporada 2 é o melhor exemplo do sucesso de cenas no tribunal nesta série, foi pena neste caso terem, de certa forma, sabido a pouco. Admito que em termos de um julgamento real devem ter havido muitos erros, mas no panorama geral foi um plot cativante. Começou por parecer que Darkh se ia escapar com facilidade, apesar de ter sido apanhado com uma criança raptada, mas Laurel pôde mostrar as suas capacidades de advocacia e dar luta com o seu fato mais formal e usando palavras e não os punhos.

O facto de os vigilantes não poderem testemunhar (como seria de esperar), o poder que Darkh detém e o medo que inspira no povo em geral, que se recusou a testemunhar, e o lembrarem-se de que Diggle comprou droga para Thea (já nem fazia ideia), e que deve receber meia dúzia de tostões ao trabalhar para Oliver desde que ele foi à falência, de forma a descredibilizarem o seu testemunho, foram todos pormenores surpreendentes. E culminaram com o sacrifício de Lance, que admitiu trabalhar com Darkh, perdendo assim o seu posto na polícia, pelo menos temporariamente, mas manteve Darkh na cadeia. Quanto àquele anel? Será que irá devolver os poderes a Darkh? O que acham?

Na ilha, até gostei dos eventos desta semana. Reiter também possui uma tatuagem mágica e a estátua é bastante parecida com a de Darkh. Os produtores vão dando dicas sobre o passado de Reiter e os seus planos, mas enquanto não puserem o jogo todo na mesa e percebermos para onde isto tudo aponta, não posso dizer se todos estes flashbacks valeram a pena ou não.

Na próxima semana, a 30 de Março, espera-nos um novo episódio de Arrow e Felicity vai ser perseguida por um novo vilão devido à tecnologia do chip que a permite andar. Até lá, salvem as vossa cidade.

Emanuel Candeias

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