How To Get Away With Murder – 01×10 – Hello Raskolnikov
| 01 Fev, 2015

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01×10 – Hello Raskolnikov

[Contém SPOILERS]

How To Get Away With Murder voltou das férias com um episódio de recap. Com a edição inteligente e ritmada (como de costume) “Hello Raskolnikov” pode não parecer um episódio de recap, mas é. Ao longo do episódio vamos revendo e reouvindo as várias coisas que já sabemos, mais notoriamente nas cenas dos depoimentos. A minha memória é francamente má, mas nem tanto How To Get Away With Murder.

É claro que houve coisas a acontecer. Notavelmente o encerrar da acusação da Rebecca, com a descoberta de que o Sam havia estado na Kappa Kappa Delta na noite do homicídio, que o filho era realmente dele e que ele tentou que a miúda abortasse.
Também houve pessoal a ficar esperto e o Connor e a Michaela começaram a raciocinar que se podiam safar bastante bem ao alegarem que não tinham nada a ver com o assassinato do Sam. Afinal de contas, quem o matou foi o Wes. É claro que números contam e a Laurel do lado deles garantir-lhes-ia o jogo. Mas ela foi a correr contar ao Wes, provavelmente só porque o Frank ficou a saber de tudo, ou seja, a Annalise sabia, ou seja, havia mais a saber naquela história. A Laurel a somar “1+1” também! Por isso lá foi a Annalise intercetar o Connor e a Michaela para lhes garantir que os ajudaria a safarem-se com o homicídio. Fiquei, no entanto, na dúvida em relação ao que o Frank realmente ficou a saber. Nunca vimos a conversa. Terá a Annalise revelado mesmo tudo? Ou somente uma versão distorcida da verdade?

Bem, e foi isto de enredo relevante neste episódio. Já repararam nos casais desta série? Há algum de que realmente queiram saber? “Shipam” algum? É que eu não. Nada. Estou-me a borrifar. How To Get Away With Murder não prima pelo inserir de emoção da história. Não a posso recriminar, afinal de contas é uma série com “Homicídio” no nome. No entanto, se realmente estiver disposta a marginalizar as relações românticas em prol do thrill, então vai precisar mais do que edição inteligente. Como por exemplo, avanço significativo na narrativa (ver primeiras épocas de The Vampire Diaries).

A Viola Davis ganhou um Screen Actors Guild Award, por isso é necessário eu sequer referir o quão magnífica ela foi neste episódio? Aquela cena na casa-de-banho foi tudo! Existe uma profunda contradição entre a Annalise pública e a Annalise privada, como eu já mencionei várias vezes e como o personagem Connor também ele o fez de certa forma neste episódio. É bom ver este género de complexidade de personagem a ser trabalhada, se bem que ainda é difícil perceber bem a advogada neste ponto. A contradição é realmente marcada e torna-a algo elusiva e difícil de nos relacionarmos com ela.

“Hello Raskolnikov” entreteve, mas teve pouco que se lhe diga.

Outras coisas:

– LOL. O exame deles foi uma situação mal disfarçadamente igual à dos personagens.

– Relação entre a Annalise e o Wes continua algo estranha.

– Relação entre a Bonnie e a Annalise continua algo estranha.

Nota: 5.5/10

*Como muito bem me corrigiram nos comentários, a Viola Davis ganhou um Screen Actors Guild Award e não um Globo de Ouro. Corrigido!

André F Dias

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