Quando escrevi a rubrica ‘7 razões para ver… The O.C. referi a sua excepcional banda sonora. É uma das razões pelas quais ser das minhas séries preferidas. Cada uma das cenas da lista abaixo me fez chorar. Por uma razão ou outra, a lágrima vinha sempre.
Agora o ando tão concentrado em séries de fantasia, super heróis, conspiração política e ficcção científica que por vezes me esqueço que quando era adolescente me contentava com séries simples como esta e que me deram a conhecer muitos dos meus artistas favoritos. Aqui ficam os meus momentos musicais favoritos de The O.C. Porque um pouco de nostalgia nunca fez mal a ninguém e quando é acompanhado por música como esta torna-se perfeito!

1. Phantom Planet – California (1×01)

Aposto que não houve alminha nenhuma que não tivesse ficado viciada na série só com a cena de introdução. Ryan a ser expulso de casa e ir com Sandy para Newport Beach ao som de uma das músicas de abertura mais icónicas de sempre. Houve empatia entre os dois desde o primeiro momento que melhorou exponencialmente ao longo da série. “CALIFORNIAAAAAAAAAA HERE WE COOOOOOOOOME!!”

2. Joseph Arthur – Honey and the Moon (1×01)

No início do episódio uma música alegre levou Ryan para a casa dos Cohen. No final, uma melancólica leva-o de volta às origens. O piloto da série é um dos meus favoritos e o fato de haverem duas músicas neste top denota-o bem. Especialmente o final, quando Ryan encontra a casa vazia e tem que voltar com Sandy!

3. The Doves – Caught by the river (1×02)

Acho que não estou a exagerar quando digo que esta cena foi das poucas em que vimos estes adolescentes a serem realmente adolescentes. Tudo bem que eles eram praticamente foras de lei nesta altura mas esta corrida pela marginal de Seth, Ryan e Marissa foi dos momentos mais fofinhos da série e não teria o mesmo impacto sem a voz de Jimi Goodwin.

4. Finley Quaye – Dice (1×14)

The O.C. era a típica série de adolescentes. Rainha do drama. Por vezes, admito que exageravam um bocadinho (estou a falar para ti, terceira temporada!). Era preciso tanta coisa para Ryan admitir o seu amor por Marissa? Foi tão dramático e espetacular!! A música de Quaye é perfeita para este momento romântico e bonito do casalinho de loiros.

5. Jeff Buckley – Hallelujah (1×27)

Quando esta música começa, as coisas não vão acabar bem. Tudo estava bem em The O.C.. Ryan e Marissa tinham-se voltado a entender e Seth e Summer já eram adoráveis e fantásticos juntos. Maldita Theresa por ter estragado tudo. O que mais me chateia é que gostava dela. Theresa engravida, Ryan resolve voltar com ela, deixando Marissa para trás (caiu-me uma lágrima quando eles repetiram o momento do primeiro episódio em que ele sai da cidade de carro e olha para ela) e Seth passa-se um bocadinho por ser separado do melhor amigo e abandona Summer. Já para não falar de Kirsten e Sandy que se vêem sem os dois filhos de um momento para o outro. Foi um final de temporada triste de uma temporada fabulosa (a melhor das quatro, sem dúvida).

6. Matt Pond PA – Champagne Supernova (2×14)

Seth e Summer são o casal favorito na série e não é difícil perceber porquê. Havia menos drama e a relação parecia mais um namoro normal e divertido. Até quando estavam separados era engraçado! Para minha surpresa, o triângulo amoroso composto por eles e Zach resultava, apesar de nós rezarmos para que ele e separasse rapidamente de Summer. E isso aconteceu a meio da segunda temporada, mesmo antes de ela embarcar para Itália com ele. Summer decidiu ir atrás de Seth e fê-lo ao som de “Champagne Supernova”. O beijo à Homem-Aranha dos dois é icónico! Capitão Aveia e Princesa Brilhante para sempre!

7. Beck – True Love Will Find You In The End (2×15)

Sempre achei que se tinham apressado  na aproximação de Ryan e Marissa, mas fiquei felicíssima quando o fizeram. E que maneira melhor de juntar o Quarteto Fantástico do que uma noite no centro comercial? Claro que deu barraca e acabaram no restaurante, como fizeram tantas vezes. Além disso, Kirsten e Sandy começaram a reparar o casamento antes de toda a história do alcoolismo dela entrar em ação. Mas este final ao som de uma música sobre amor eterno ninguém nos tira!

8. Coldplay – Fix You (2×23)

Ok, eu detesto Coldplay. Todavia, admito que foi a escolha perfeita para o baile. Summer ser eleita rainha e Seth auto nomear-se rei e os dois fazerem as pazes no palco foi tão fofinho! E Ryan cair em si e perceber que realmente Marissa era incapaz de o trair e ir ter com ela ao baile! Era tudo perfeito até Caleb se lembrar de morrer e estragar tudo para toda a gente. Odiava-o mas reconheço que morreu demasiado cedo.

9. Imogen Heap – Hide and Seek (2×24)

Digo de cabeça erguida que este é, provavelmente, a minha cena preferida de toda a série. O meu eu de 23 anos diz ‘uau, que cena mais melodramática e desnecessária’. Mas o meu eu de 13 anos ficou histérico, desolado e perplexo com o tiroteio. Quero dizer… a Marissa fez o que tinha que fazer para salvar o Ryan. Tanto Ryan como Marissa sempre foram a extremos para se protegerem um ao outro, disso não os podemos culpar, de facto. Mas toda a cena é perfeita. Até o olhar assustado de Mischa Barton foi convincente. E a expressão do Trey ‘ela fez mesmo isto’ é qualquer coisa! A música torna tudo ainda mais fabuloso e atrevo-me a dizer que roça até um pouco no gozo. Não sei se sabem, mas este final (bastante polémico, diga-se) da segunda temporada já foi muitas vezes parodiado e é dos momentos mais populares de The O.C. Fácil de perceber porquê, certo?

10. Youth Group – Forever Young (3×04)

A terceira temporada foi um melodrama sem fim. Começou mal e terminou pessimamente. Mas teve o seus momentos. Como este momento querido entre Ryan e Marissa, quando escolheram a sua música. Claro que era óbvio que as coisas ainda não estavam bem (como se viu mais à frente) mas foi bom enquanto durou! E com esta música era impossível não odiar.

11. Imogen Heap – Speeding Cars (3×25)

A calma antes da tempestade. Os nossos meninos acabaram o liceu, Marissa finalmente se livrou e Volchock e tudo parecia encaminhado para um final de temporada feliz para variar. Lembram-se de que tivemos uma saída em massa de personagens no final da primeira e um tiroteio na segunda? Pois, merecíamos felicidade nesta terceira depois do melodrama que tivemos de aturar. Adorei este momento mas Imogen Heap já provou que nunca traz nada de bom para esta série (exceto as suas músicas maravilhosas – tenho que admitir que ela é a minha cantora favorita).

12. Imogen Heap – Hallelujah (3×25)

Se o final da segunda temporada é o meu favorito, este é o que menos gosto. Em 2006 a internet não é a praga de spoilers e previsões que é hoje, e por isso não estava preparada para nada disto. Tudo bem que recordo-me vagamente de ler na revista Bravo (no shame!!) que as coisas não andavam famosas no set da série com Mischa Barton. Contudo, não liguei muito. Parva fui eu, não tinha chorado que nem uma perdida ao ver Marissa sucumbir nos braços de Ryan ao som de (de novo Imogen Heap!) Halellujah. Senti-me vazia quando os créditos começaram e não queria acreditar que aquilo estava mesmo a acontecer. Que Ryan e Marissa não iam ter o final feliz que andava a ser-lhes negado há demasiado tempo (entre ex-namoradas grávidas e tiros a cunhados… não tiveram uma tarefa fácil). A partir daqui desisti da série. Não porque ela fosse a minha personagem favorita. Irritava-me até dizer chega. Mas digamos que… The O.C. sem Marissa Cooper era como Gossip Girl sem Serena van der Woodsen. Não funciona.

13. Patrick Park – Hello Sunshine (4×02)

Marissa morreu, mas deram o tributo merecido à personagem. O luto dos amigos e da mãe. O de Summer foi o mais… engraçado não sei se é a palavra certa mas sei que gostei do desenvolvimento da dor dela da morte da melhor amiga. Ela andou muito em baixo, ao ponto de o sempre pessimista Seth pensar que estava a perder a namorada. Mas a sua “sunshine” voltou para ele e o reencontro aqueceu os nossos corações e estávamos tanto a precisar que algo corresse bem depois da tragédia!

14. Sia – Paranoid Android (4×07)

A quarta temporada não foi muito a minha “cena”. Não gostei, não gostei, não gostei. Quando se constrói uma série em volta de sete personagens fixas e uma delas cai fora… Não, não, não. Era um elenco demasiado reduzido para se perder alguém. Mas lá me forcei a ver. Este momento foi particularmente doloroso. Estava mesmo, mesmo com esperanças que a Miss Cooper fosse a Marissa. Ver Kaitlin foi como levar uma chapada. A música de Sia construiu aquele expetativa, que foi despedaçada com violência.

15. Patrick Park – Life as Song (4×16)

Para mim, foi um final quase perfeito. De novo, faltava Marissa. Faltava Marissa para ser a dama de honor de Summer. Faltava Ryan e Marissa juntos no final. Taylor nunca encaixou ali, para mim e vê-la ao lado de Summer no casamento custou bastante. Na minha cabeça, ela e Ryan não ficaram juntos apesar de a ambiguidade deixada pelos produtores. Julie licenciou-se e aplaudi o momento com Kaitlin e Frank. Por muito que me queixe de alguns momentos da série, a verdade é que é das minhas favoritas e não imagino a minha adolescência sem ela. Que saudades dos putos de Newport. Há mesmo séries que só aparecem uma vez em cada duzentos anos!