Classificação

8.9
Interpretação
8.8
Argumento
9
Realização
8.6
Banda Sonora

[Contém spoilers!]

Hail King Björn!

É com pesar que escrevo que estas são as últimas reviews de Vikings. Passados seis anos inicia-se o fim de uma grande série, talvez subestimada por alguns e ignorada por outros, mas que já chegou a ser comparada a Game of Thrones (ainda que não concorde muito) e que nos trouxe uma história fantástica, personagens que adoramos e que odiamos, caracterizações e cenários de nos deixarem vidrados e batalhas de fazer o queixo cair durante largos minutos.

Vikings inicia a sua 6.ª e última temporada com um episódio duplo cheio de novas potencialidades e intrigas. As teorias sobre como irá este enredo terminar são muitas, mas acho que devemos aproveitar cada minuto destes últimos 20 episódios. É verdade que em princípio haverá um spin-off com nova casa na Netflix, mas sabemos que não será a mesma coisa. Estas são as personagens por quem nos apaixonamos desde o primeiro minuto e cujo desenvolvimento temos acompanhado durante todo este tempo. Apesar de entusiasmada com a nova série, estou ainda na dúvida – como qualquer spin-off muita coisa pode correr mal.

Passando ao que realmente interessa, New Beggings The Prophet foram dois excelentes episódios (ou apenas um de hora e meia, como preferirem) para começo de temporada. Não foram demasiado parados, havendo bastantes momentos que me deixaram a remexer no sofá, e os pequenos hints ao que se pode esperar dos próximos capítulos deixaram-me bastante entusiasmada.

Gostei imenso das cenas em Kiev e depois em Novgorod. Uma das coisas que mais aprecio em Vikings são os momentos históricos que me deixam a pensar se aquilo realmente terá acontecido – adorei a parte da Rota da Seda e a cena daquela espécie de balão (será que isto existiu mesmo naquela altura?). A nova adição do Príncipe Oleg e a sua dinâmica com Ivar foram dos pontos mais fortes. Apesar de detestar o irmão Lothbrok mais novo, não posso negar que tem carisma e que as pessoas se sentem atraídas à sua pessoa, na expectativa do que irá fazer a seguir. Ainda assim, parece que conseguiu encontrar alguém ainda mais louco do que ele e temo o que poderá resultar desta parceria.

Depois tivemos a reforma de Lagertha. Sinceramente, duvido a 100% que ela nunca mais pegue na espada. É a última temporada e como os filhos de Ragnar mencionaram (continua a fazer-me muita impressão Ubbe e Hvitserk darem-se bem com a mulher que matou a sua mãe) Lagertha é a Shieldmaiden mais famosa do mundo. Claro que ela vai voltar a pegar na espada. Só espero é que a próxima vez que a use não seja sinónimo da sua morte . Mas algo me diz que esse será o seu destino. Poderá finalmente reencontrar-se com Ragnar em Valhala (não, não estou a chorar…). Os flashbacks para a primeira temporada foram difíceis de ver, era tudo tão mais simples na altura.

Por fim, outra das narrativas principais destes dois episódios, para além da primeira grande decisão de Björn enquanto Rei de não executar os traidores (embora talvez tivesse sido melhor) tivemos a sua luta interna sobre se deveria ajudar o Rei Harald Finehair. Pessoalmente, acho que o deveria fazer e no final tomou a decisão certa. Ele salvou-lhe a vida. E embora os vikings se rejam por outras regras que não as de honra, Björn tem dentro de si parte de Ragnar e este não deixaria um aliado/amigo morrer. Contudo, algo de muito mau virá desta missão de salvamento. Ainda sobre Björn, mas noutra perspetiva: não acredito que se vai enrolar com mais uma qualquer que lhe apareceu à frente. Não estou a gostar muito da sua química com Gunnhild, acho que não combinam e não lhe assenta bem o papel de Rainha, mas já estava na altura de o primogénito Lothbrok encontrar alguém a longo prazo.

Acrescento ainda o aparecimento de Ketill Flatnose em Kattegat. Estou curiosa por saber o que se tem andado a passar na Islândia desde a alegada morte de Floki no final da 5.ª temporada. Se bem se lembram, Floki entra numa gruta onde vê uma cruz e de seguida é soterrado por uma avalanche. Poderá estar mesmo morto? Ou é só uma distração? O plot  da Islândia na temporada passada foi super secante, mas gostava de ver Floki uma última vez. Fico na expectativa da viagem de Ubbe e Torvi à nova terra gelada descoberta pelos vikings. Já agora tenho de referir que continuo sem conseguir ultrapassar o facto de Ubbe ser tão, mas tão parecido a Ragnar. A isto chama-se um casting bem feito.

O que acharam deste início de temporada? Eu gostei e mal posso esperar pelo resto!

Beatriz Caetano