03x14 - Dead or Alive

03×14 – Dead or Alive

Contém SPOILERS!

Tal como previ a semana passada, Mike ainda não morreu. Apesar de ter ficado gravemente ferido, os produtores decidiram prolongar a presença de Shawn Ashmore na série e até lhe estão a proporcionar uma recuperação algo otimista. E tudo isto apenas para poderem oferecer um final mais agradável para Max, de certeza.

Já desde a execução de Joe Carrol que é do conhecimento geral que Theo planeia matar Ryan Hardy, agora com a agravante do agente ter morto Penny. A morte da única pessoa de quem Theo realmente gostava leva-o por momentos a equacionar o suicídio, algo que não seria o melhor fim para uma personagem tão fria como aquela que nos foi introduzida a meio desta temporada.

Assim ele continua com o seu plano e conta em concluí-lo até ao final do dia em que os acontecimentos se estão a desenrolar. Para tal usa como isco uma das pessoas em quem Ryan mais confia, Gina Mendez. Só que Ryan não é estupido nenhum e percebe rapidamente que aquele telefonema aconteceu por manipulação de Theo.

A chegada de Ryan à casa rapidamente se transforma num tiroteio entre as duas partes intervenientes. Gina e Dawn conseguem juntar-se aos seus filhos dentro da sala de pânico e os vilões são perseguidos pela mata fora. Max acaba por matar Daisy e no seu olhar notou-se o sentimento de raiva que a mesma deve estar a sentir pelo que o Mike está a passar.

Já Ryan teve uma pequena abertura para por fim a Theo, mas tinha de aparecer Gwen e todo aquele telefonema inútil para atrapalhar o trabalho de Ryan. Só achei engraçado o facto de Theo ter-se conseguido aperceber da vibração que o telemóvel de Ryan emitiu quando Gwen lhe ligou. Grande motor de vibração que aquele modelo Lumia possuiu.

Acabamos este penúltimo episódio com uma inversão de papéis e desta vez é Theo que tem uma grande oportunidade de matar Ryan. Só que Eliza quer Ryan vivo e como tal ele terá de o levar com vida até ela, algo com o qual Theo não se sente nada feliz.

 

Nota: 7.5/10

 

03x15 - The Reckoning

03×15 – The Reckoning

Finalmente Theo parece poder executar a sua tão desejada vingança sobre Ryan. Theo havia prometido á sua irmã que iria fazer Ryan sofrer por tudo aquilo que este lhe havia feito, e é precisamente isso que Theo fará, mesmo que isso signifique ir contra as intenções de Eliza.

No entanto Eliza não está para brincadeiras e rapidamente chega ao local onde Theo está a torturar Ryan. E como é que ela consegue chegar até lá? Com o habitual esquema de infiltrados no FBI. Lisa Campbell encontra-se comprometida, com a promessa de uma promoção na sua carreira, e ela facilita a localização de Ryan e Eliza e à sua organização, através de um localizador GPS colocado em Ryan.

Eliza não é de todo a mulher mais bem preparada para este tipo de trabalho de campo e rapidamente perde a vantagem que possuía, com a fuga quer de Ryan, quer de Theo. O que ambos possam eventualmente saber acerca dela deixa ameaçada a organização para a qual ela trabalha e nunca chegaremos a saber quem está verdadeiramente por detrás de tudo isto.

Já história entre Theo e Ryan não foi de todo uma surpresa. Theo descobre que Ryan vai ser pai e quer “roubar-lhe” o filho/a. Ele lá consegue raptar Gwen, mas rapidamente é encontrado por Ryan, que lhe dá um tiro na cabeça. Eu não sou de todo o mais entendido em medicina, mas quais são as hipóteses que uma pessoa possuiu de levar um tiro na cabeça e ter ainda a capacidade de se levantar e investir sobre outro alguém em poucos segundos? Aparentemente Theo possui essa peculiar capacidade e consegue ainda deitar Ryan abaixo da ponte, quer dizer, mais ou menos.

A verdade é que Ryan deixa-se cair e desta forma encena a sua morte. Enquanto via as buscas pelo seu corpo pensava que se houvesse uma próxima temporada, o mais certo seria ele regressar logo nos primeiros episódios, nunca acreditando que ele fosse realmente morrer.

Não foi preciso esperar muito tempo até confirmar as minhas suspeitas. Ryan regressa clandestinamente, sabendo que o haviam traído, e promete caçar todos aqueles que lhe fizeram frente nestes últimos tempos.

Provavelmente muita gente vai agora referir que a série ainda teria algo de interessante para desenvolver numa quarta temporada, mas mesmo assim até que ponto conseguiria Kevin Williamson mantê-la interessante por mais 15 episódios? Não é de todo um final que fecha por completo todos os arcos narrativos, mas temos de ter em consideração que a série apenas foi cancelada à pouco mais de duas semanas.

The Following foi uma série com uma premissa muito interessante e que possuiu uma primeira temporada muito interessante. Joe Carrol e a sua inspiração em Edgar Poe foram bastantes interessantes, mas há medida que a série se foi afastando desta premissa foi perdendo alguma da sua imprevisibilidade e consistência.

A segunda temporada ainda conseguiu proporcionar-nos alguns momentos bem ao nível da primeira, mas logo aí começou-se a notar a incapacidade de continuar a ser imprevisível. Quanto a esta terceira temporada, já o referi várias vezes que foi tudo menos imprevisível, a história começava-se a arrastar demasiado e o cancelamento acaba por ser mesmo o melhor destino, antes que a série caísse ainda mais na sua qualidade.

Mas há também que realçar o que há de bom nesta série e como tal tenho de congratular o trabalho que veio sido desenvolvido ao longo destes três anos por Kevin Bacon e James Purefoy. Ambos os atores foram desde o início magníficos nas interpretações que nos apresentaram e então quando contracenavam um com o outro, r.as coisas eram ainda mais prazerosas de se assistir.

Nota: 8/10

Nota temporada: 7/10

Carlos Oliveira