Classificação

8
Interpretação
6.5
Argumento
7.5
Realização
6.5
Banda Sonora

Este artigo contém spoilers!

Estreou a 7.ª e última temporada desta série que nos tem acompanhado nos últimos anos. Depois de uma 6.ª temporada com altos e baixos, mas sobretudo com alguns momentos memoráveis como a redenção de Octavia ou toda a história em torno de Josephine e dos primes, The 100 retorna agora para dar uma conclusão a esta história que tanto nos apaixonou. Esta temporada terá 16 episódios e o último será o número 100, o que é bastante poético.

Mas vamos lá a este episódio! Começamos logo quando acabou a temporada anterior. Bellamy é sugado pela Anomalia e fica aí a dúvida se Bob Morley estará muito presente durante a temporada, uma vez que existem rumores de que terá pouco tempo de antena neste final de série. A seguir entramos num ritmo lento, com muito pouco daquilo a que The 100 nos habituou. Não me levem a mal, mas a cena da casa e do piquenique foi muito fora daquilo que se está a passar na história. Foi um momento bonito e até merecido para as nossas personagens, mas senti que ficou um pouco fora do contexto, uma vez que vivemos numa altura onde tudo está um caos no Sanctum, já que todos tentam viver em comunidade e, como seria de esperar, não é uma tarefa fácil.

O episódio vai em crescendo e isso é algo que me deixa com esperanças para o resto da temporada. Começamos a perceber mais ou menos como as coisas se vão desenrolar. Existe uma preocupação com Maddie e como a perda da chama a poderá afetar e já vimos que muito provavelmente Gaia vai assumir o papel maternal enquanto Clarke lida com toda a confusão. Gostei mais uma vez de ver Murphy. Nota-se que ele sente muita culpa e, infelizmente, como estamos na temporada final, acredito que vão haver muitas mortes e a de Murphy será uma delas. Por outro lado, não gostei de Jordan. Já na temporada passada ele passou um pouco ao lado e quando aparecia era para complicar as coisas. Foi basicamente o que fez neste episódio ao entregar a chama do sheidheda a Russell e ao incitar a população a matar o prime.

A cena entre Clarke e Russell foi bastante poderosa. Acho que fica percetível que Clarke já perdeu tudo e neste momento só quer paz mesmo quando tudo e todos tentam provocar o contrário. Achei este lado humano dela muito bem explorado. E, claro, como já muitos previam, o sheidheda roubou o corpo a Russell. O discurso de Clarke a acabar o episódio talvez tenha sido o ponto mais alto e fica a questão de como vai acontecer a execução do Russell, que agora não é mais o Russell.

A Anomalia continua para mim a ser o ponto de interesse maior da temporada. A incógnita e o potencial para explorar esta questão é bastante e espero que aproveitem ao máximo! Não deu para ver muito dela, mas já se percebeu que Hope será uma personagem importante e até agora gostei bastante do que nos foi mostrado.

Resumidamente, o episódio foi começando sem grande agitação e muito calmo e foi crescendo até ao fim, acabando já dentro daquilo que é The 100. Acredito que foi o ponto de partida para a temporada e foi a forma de dar ritmo a nós espectadores. Daí, acho que o episódio cumpre o seu papel, sem nunca tentar ser extraordinário, mas cumpre. Outro ponto positivo é que para quem acompanhou os trailers viu que muito do que aconteceu já apareceu neste primeiro episódio. Então, muitas das teorias e ideias que tínhamos eram só o ponto inicial que lança uma grande incógnita para o que vem aí. Eu, pelo menos, estou bastante expectante. E vocês?

Por cá podem acompanhar a série na Netflix, às segundas. Até para a semana!

Carlos Real