Classificação

7.4
Interpretação
7
Argumento
7.1
Realização
8.7
Banda Sonora

Atenção: esta review pode conter spoilers!

Uma nova semana trouxe consigo um novo episódio de Legacies às nossas televisões – o quinto desta segunda temporada. Intitulado Screw Endgame, este episódio leva-nos de volta à Salvatore School, onde os alunos se preparam agora para a icónica festa temática da década de 80. Hope e Lizzie são perseguidas pelo monstro da semana num interminável labirinto, enquanto Josie e Landon decidem se tomam o passo seguinte na sua relação ou não. Entretanto, MG pede ajuda a Kaleb sobre o que fazer com Sebastian, e Rafael sente dificuldades em adaptar-se à sua vida de volta à escola.

Após a grande revelação do episódio anterior, Screw Endgame vê renascer uma das minhas relações favoritas da primeira temporada, e uma que foi explorada durante muito pouco tempo: a bizarra e recém-formada amizade entre Hope e Lizzie. Gostei de ver ambas as personagens trabalharem juntas para vencer o minotauro e seu labirinto — sendo que, na minha opinião, Lizzie voltou a roubar o spotlight, neste episódio.

Lizzie continua a mostrar, de forma consistente, que é das personagens mais engraçadas da série e que não precisa de ser a personagem principal para ainda assim ser uma heroína. À semelhança do que aconteceu na temporada anterior, consegue pensar fora da caixa e descobrir soluções alternativas para os problemas que lhe são apresentados, e questiono-me se isso continuará a acontecer ao longo da série. Quem sabe, talvez Lizzie encontrará uma forma alternativa de sobreviver à fusão com Josie!

Acho interessante que Lizzie e Hope estejam praticamente sempre prontas a sacrificar-se pelo bem comum, chegando mesmo a competir entre si para determinar quem é que se sacrificará desta vez — o que, por um lado, tem bastante piada, mas, pelo outro, me enche de stress. Afinal de contas, são apenas raparigas adolescentes, e não deviam ter que lidar com tudo isto nas suas vidas.

Mas a verdade é que Legacies faz um bom trabalho em misturar temas mais sérios com outros mais leves. Grande parte de Screw Endgame está construída como se de um arcade game se tratasse, fazendo várias alusões a jogos populares da década de 80, como o Frogger ou o Minesweeper. É este o universo que o duo tem a explorar, neste episódio, e acho que foi verdadeiramente divertido assistir a tal. Aliado à banda sonora fantástica e referências culturais, não é surpresa que tenha funcionado bem.

Já a relação entre Josie e Landon continua a ser muito sem sal, ainda que note algumas melhorias relativamente a episódios anteriores. Não são nem nunca serão a minha relação favorita, apesar de gostar bastante das personagens como indivíduos e desejar que se tivessem ficado por ser apenas amigos. Não tenho grandes dúvidas de que se preocupam verdadeiramente um com o outro, mas, à semelhança de Lizzie, acredito que estão principalmente a preencher o vazio deixado quer por Hope, quer por Penelope. Com cada vez mais personagens a descobrir a verdade sobre a tríbrida, é inevitável que, mais cedo ou mais tarde, esta relação chegue ao seu fim.

Entretanto, vimos a descobrir um pouco mais sobre Sebastian, graças ao trabalho conjunto de Kaleb e MG. Mas, ao invés destas descobertas apaziguarem os nossos espíritos, levantam ainda mais questões e suspeitas em relação ao vampiro. Tal como Alaric disse, deve haver uma boa razão para Sebastian ter sido encontrado dessecado na cave da antiga mansão Salvatore. Ainda tenho algumas reservas em relação à importância desta personagem para o panorama geral da história, mas estou curiosa em saber onde nos levará.

Por fim, não poderia dar esta review por terminada sem antes mencionar a grande revelação sobre Clark. Desde o início da temporada que me pergunto o que é feito deste personagem, e finalmente o descobrimos. Devo confessar que, das muitas teorias que formulei na minha mente, esta não foi uma delas, pelo que fui tomada completamente de surpresa. Agora, resta ainda uma questão: quem são os capuzes vermelhos que temos vindo a ver, ao longo destes episódios?

Inês Salvado