Grey’s Anatomy – 11×21 – How to Save a Life
| 24 Abr, 2015

[Contém spoilers]

Nada nos preparou para este episódio. Quer dizer, os rumores andavam pela net, mas ninguém queria acreditar que Shonda Rhimes tomaria mais uma decisão ousada! Ou, pelo menos, não ousada a este nível.

Se bem se lembram, Derek andou desaparecido no episódio anterior e, no final, vimos aquilo que parece ser um carro da polícia a estacionar em frente à casa do casal, onde Meredith espera por notícias. Há razões para nos preocuparmos? Eu guio-vos sobre os acontecimentos do episódio.

O tempo volta atrás umas horas, à altura em que Derek saiu de casa para ir para o aeroporto. Na estrada, um maluco num carro desportivo (eu não percebo nada de carros, mas acho que não estou errada), faz ultrapassagens irresponsáveis, até que acaba por chocar com outro veículo. Derek tem de carregar bem nos travões para não embater, mas consegue evitar o choque.

Depois, há que socorrer os ocupantes dos outros carros. No primeiro, está uma mãe com uma menina com cerca de 10 anos (a Sydney de Parenthood), nada de grave. No outro, estão os ocupantes do veículo que causou o acidente, um par de miúdos do liceu, ambos feridos com gravidade. Derek presta apoio a todos, faz o que tem a fazer e finalmente são resgatados, graças ao fumo da explosão de um dos carros. Os feridos vão para o hospital e Derek pode seguir viagem. Podemos respirar de alívio. Hum, não, não podemos. Aliás, é agora que devemos agarrar-nos à almofada, porque alguma coisa vai correr terrivelmente mal.

O carácter agoirento do episódio anterior, a conversa de Amelia com Meredith, os próprios momentos de Derek com Meredith… Tudo parecia fatalista, de alguma forma. Por outro lado, nunca acreditei realmente que… Pensei que apanharíamos (mais) um susto e que ficaria tudo bem. Mas não, não desta vez. Quando Derek, já no carro, se baixa para procurar o telemóvel, chocam com ele.

Imagens dele a ser levado para um hospital e a dar entrada nas urgências… Começo a sentir-me traumatizada porque a Callie ia morrendo assim e eu ainda não ultrapassei isso, portanto a similaridade com a situação não me agrada. Derek perdeu a capacidade de falar e não consegue comunicar com os médicos, não consegue dizer-lhes o que fazer. Pois, porque o hospital não está preparado para atender traumas e nem sequer há um neurocirurgião ali, naquele momento. Os médicos discutem o que devem fazer, mas um deles toma a decisão errada e o destino de Derek fica traçado. O neurocirurgião quando chega, muito atrasado, já não pode fazer nada, não adianta. O pior é que Derek foi sempre estando consciente, consciente de que não estava entregue aos cuidados certos, de que iria morrer porque aquelas pessoas não estavam suficientemente bem treinadas para evitar algo que podia ser consertado.

Assim, Meredith enfrenta o desastre número 300 e qualquer coisa da sua vida. Nunca pensei que Derek algum dia viesse a fazer parte da lista, a sério que não. Ela é então encaminhada pela polícia para o hospital. Bolas, eu já disse que a admiro. Meredith consegue ser irritante, eu sei que sim, mas admiro-a! A forma como ela consegue aguentar todas as porcarias que lhe acontecem de forma estoica! Eu estava sempre a pensar cá para mim: “Liga à Callie, liga à Maggie, liga ao Alex, não tens que fazer isto sozinha. Liga a alguém!”. Não ligou, fez tudo sozinha. Assinou os papéis para desligarem as máquinas que agarravam Derek à vida enquanto uma assistente social tomava conta de Zola e Bailey. Esta mulher já perdeu um sem fim de pessoas e hoje a lista aumentou. Pela primeira vez desde o início da série, Meredith não tem Cristina e não tem Derek. Restam-lhe os filhos, os amigos e a irmã, que ela ainda não ‘aceitou’ como tal.

Todo o episódio serviu para nos preparar para a morte de Derek, mas aquelas músicas, que já tinham sido utilizadas no episódio musical, deram cabo de mim e tornaram tudo mais deprimente, já para não dizer que a parte de desligar as máquinas me fez pensar em Mark Sloan.

Já disse aqui várias vezes que não era uma grande fã de Derek Shepherd porque ele conseguia ser um grande idiota narcisista e não tenho muita paciência para isso. No entanto, ele era um bom homem, um bom cirurgião, um bom pai e um bom marido que vai fazer falta a muita gente. Além disso, não merecia morrer de forma tão estúpida e tão aleatória: tolhido por um camião depois de ter escapado a um acidente em que salvou toda a gente. Derek Shepherd foi um herói, mas pelos vistos, o dia não estava suficiente bonito para salvar vidas e a dele perdeu-se. Estupidamente. Vou fazer o meu luto.

 Nota: 8/10

ç

Diana Sampaio.

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