Classificação

6.8
Interpretação
7.1
Argumento
7.2
Realização
6.8
Banda Sonora

Atenção: esta review pode conter spoilers!

Mais uma semana que passou e, com ela, um novo episódio de Batwoman, repleto de ação e drama familiar.

Neste sexto episódio uma morte perturbadora traz o caos a Gotham, levando a cidade a pedir ajuda à sua nova vigilante. Luke confia a Kate a sua história familiar, enquanto Sophie pede autorização a Jacob para uma missão especial. Por fim, Alice continua o seu malévolo plano contra os Kanes, e Batwoman faz uma nova visita a Mary.

I’ll Be Judge, I’ll Be Jury traz um novo vilão a Gotham. Durante vinte anos, Betrand trabalhou na Penitenciária Blackgate como carrasco, terminando a vida de vários criminosos da cidade, até que, anos depois, veio a perceber que algo de bastante errado se passava e que todos os criminosos que ajudou a matar encaixavam num determinado perfil. Descobre que, para além de inocentes, estas pessoas foram tramadas por três homens em posições de poder, em Gotham (sendo que um deles – a sua primeira vítima, Angus Stanton – está relacionado com a história de outro personagem, sobre quem falaremos mais à frente). Resolve então tornar-se no Executioner (ou, aqui para nós, o Carrasco) para trazer algum tipo de justiça às suas vítimas ao ir atrás daqueles que as capturaram e julgaram.

Em termos de storyline, o Carrasco acaba por trazer algumas coisas fascinantes à história. Antes de mais, foi bastante interessante ver o dark world de Gotham, onde metade da população é doida por completo, enquanto que a outra metade é corrupta até dizer chega. Realmente faz-nos pensar: porque é que ainda há gente a viver nesta cidade?

Depois, houve algo que Jacob disse que se destacou. É uma questão que aparece sempre em qualquer tipo de media que diga respeito a super-heróis, mas que nem por isso deixa de ser importante. Afinal, o que é que diferencia a nossa Batwoman do Carrasco? Porque é que Kate é considerada uma heroína, quando Bertrand é considerado um vilão? Podemos dizer que existem muitas diferenças entre os dois, mas será que existem mesmo?

E, como já referimos, a chegada desta personagem veio ainda a trazer novas camadas à história de Luke, nomeadamente no que diz respeito à morte do seu pai, Lucius Fox. Até agora, Luke via Angus como o herói que havia posto o assassino do seu pai por detrás de barras, mas a sua perceção sobre o mesmo muda agora que sabe que Luke sabe que Angus era corrupto e que a pessoa que foi culpada pelo assassínio do seu pai pode ser inocente. Isto levanta agora a questão sobre quem terá realmente morto o pai de Luke, algo que, para o bem da personagem, esperamos vir a descobrir dentro em breve.

De volta à família Kane, temos a dizer que, até agora, Jacob não tem sido uma personagem que nos diga muito – isto é, para além dos seus momentos emotivos em relação às suas filhas. O ódio de estimação que o personagem nutre em relação ao símbolo do morcego faz com que este tenha algum interesse, neste episódio. Sabemos que Jacob está ainda a sofrer devido à situação de Beth/Alice e que não tem sido fácil lidar com tudo isto. O pai das gémeas culpa-se ainda pelo sucedido à sua filha, e torna-se claro que tem sido mais fácil culpar Batman do que assumir este sentimento. Pessoalmente, achamos que está na altura de Kate e Jacob se perdoarem. O passado não pode ser mudado, e resta-lhes agora trabalhar para mudar o seu futuro.

Isto traz-nos a Alice, cuja storyline continua a ser inquietante, para dizer o menos. Mouse, o seu companheiro de aventuras e exímio imitador de vozes, nada faz para tornar esta história um pouco mais positiva. Mas a verdade é que notamos neste episódio que, até para Alice, nem todo o tipo de maluquice parece ser aceitável. Mouse começa a demonstrar ter algum tipo de ciúmes da fixação que Alice tem pela sua irmã, e descobre neste episódio que Kate é Batwoman. Ora, sabendo que estes os dois têm planos para Kate e possuem uma arma que pode danificar o batsuit, é fácil perceber porque é que isto não é algo de bom.

É ainda cedo para perceber se Kate algum dia terá a sua irmã de volta e, pessoalmente, estamos divididas a esse respeito. Íamos jurar que vimos um glimpse de preocupação nos olhos de Alice quando Mouse descobriu a verdade sobre Kate, mas não sei se isso se deve a algum tipo de sentimento positivo que nutra em relação à irmã, ou se simplesmente tem a ver com um dos seus planos. De qualquer forma, não temos grande pressa em saber o outcome desta personagem.

Por fim, Mary e Kate continuam a partilhar cenas importantes para o futuro de ambas as personagens na série. À semelhança do que aconteceu em Who Are You?, as duas são forçadas a passar algum tempo de qualidade juntas quando Batwoman deixa Sophie na clínica de Mary após esta ter sido baleada. Sabemos agora com toda a certeza que Sophie sabe a verdadeira identidade da vigilante e, apesar das muitas ameaças que esta tem vindo a fazer, não acredito que irá revelar esta informação a Jacob. Acho que o momento da decisão será um ponto determinante para a personagem, uma vez que pode vir a destruir por completo a sua relação com Kate – que, como Mary a continua a lembrar, não está nada bem porque Sophie partiu o coração à sua ex – ou a reacender a chama entre as duas. Assim, a única personagem que ainda não sabe qual a identidade de Batwoman é Mary, mas não podemos deixar de sentir que essa revelação está para breve.

Não podemos dar esta review por terminada sem antes fazer uma menção honrosa ao easter egg plantado neste episódio por Berlanti. É agora confirmado que o Joker é Jack Napier e existe neste universo, juntando-se assim a Wonder Woman, Killer Croc e Cobblepot (conhecido na banda-desenhada pelo Penguin). Com apenas seis episódios, Batwoman continua a fazer name drop de personagens conhecidas e adoradas, mas será que alguma delas irá aparecer na série?

Inês Salvado e Margarida Rodrigues