Classificação

7.2
Interpretação
6.6
Argumento
6.5
Realização
6.8
Banda Sonora

[Contém Spoilers]

Tom está de volta à Casa Branca e comanda o Three-Letter Day, que não é mais do que responder a três cartas de ajuda escolhidas por ele.

A primeira carta fica a cargo de Aaron e Emily e consiste num pedido de uma mulher que questiona o porquê de o seu marido, Goff, um sargento morto em batalha, não ser condecorado com a Medalha de Honra. Depois de se reunirem com a esposa e de ouvirem a versão dela, Aaron e Emily falam com o Coronel Baines, superior de Goff, que lhes mente, dizendo que Goff estava longe do local em que afirmam que ele estava e que não é herói nenhum. A única pessoa que podia testemunhar já não o pode fazer, visto ter morrido há alguns anos. O caso torna-se confuso, mas Aaron e Emily conseguem descobrir que o sargento estava no local onde a mulher afirma que ele estava e que o superior mentiu porque a sua mulher o tinha traído com ele. Assim, as duas opções são: ou contar a verdade à mulher, dizendo que ele a traiu, mas que tem direito à medalha de honra pela qual ela lutou, ou mantê-la na ignorância relativamente à traição, preservando a imagem que tem do falecido marido, mas não vendo o marido ser condecorado com uma medalha de honra, demonstrando o herói que foi. A decisão final cabe a Tom, que opta pela segunda opção e recebe a mulher na Sala Oval, contando ao filho destes a história do pai e que ele foi um herói nacional.

A carta número dois fica a cargo de Lyor e Seth, que têm como missão ajudar um apicultor a perceber o que está a matar as suas abelhas. Lyor, que não queria nada ter que participar neste dia, acaba por se envolver imenso, ficando a saber tudo sobre abelhas. Foi a parte cómica do episódio. Neste caso, pensa-se que uma infraestrutura da FAA, que foi instalada próximo do local onde o apicultor mantém as suas colónias, é a causadora da morte das abelhas. Confrontando a representante da FAA, Seth e Lyor descobrem que a mulher do apicultor tinha resolvido a questão com eles. Lyor fica com a pulga atrás da orelha e percebe que quem matou as abelhas foi a própria esposa, levando a uma feia (mas engraçada) discussão entre o casal.

Kendra assume a investigação acerca da última carta, um pedido de perdão de um caso de pena de morte, em que o condenado, Dern, é acusado de ter morto um agente de DEA em 2001, por causa de tráfico de droga. O homem já contestou a sua sentença, mas não a sua condenação, o que deixa Kendra e Tom muito curiosos. A execução vai acontecer em 72 horas, por isso Kendra tem que se apressar. Para a ajudar arranja uma parceira, Hannah. Ao falar com Dern, Hannah e Kendra conseguem perceber que ele esconde alguma coisa, apesar de afirmar ser inocente. Descobrem que não foi Dern quem matou o agente da DEA, mas sim o seu filho, e de que ele o protegeu sempre, assumindo as culpas. Tom acaba por ter compaixão por Dern, mas mesmo que ele tenha feito isto para proteger o filho e não seja culpado não deixou de cometer obstrução à justiça. Assim, Tom decide que Dern não irá enfrentar a pena de morte, mas irá manter-se a sua pena de prisão perpétua. Já o filho não pode ser acusado do homicídio, mas é acusado de ter tentado matar Hannah, visto que depois desta descobrir que ele era realmente o assassino do agente da DEA, tentou atropelá-la sem sucesso.

Ainda neste episódio, Hannah continua a sua busca por descobrir quem abriu a conta em nome da Primeira-Dama e acaba por conseguir: Alfonso Lang. Contudo, não o consegue localizar e isso acontece muito por culpa de Damian, que Hannah descobre estar de alguma forma relacionado com a história de Lloyd. E logo agora que eles tinham começado uma relação!

Episódio diferente, mas, em termos de qualidade, dentro da linha dos desta temporada, apenas morno. A parte cómica que Lyor veio acrescentar é das poucas coisas que acho que melhorou esta temporada e que, juntamente com o elenco, ainda vai mantendo a série suportável e minimamente agradável. A história de Lloyd vai continuando a arrastar-se e, sinceramente, acho que não terá um final digno de tanto suspense.

David Pereira