Orphan Black – 05×04 – Let the Children and Childbearers Toil
| 06 Jul, 2017

Se me perguntarem pessoalmente, esta última temporada de Orphan Black tem deixado um bocadinho a desejar até agora. O ritmo dos episódios não tem sido dos melhores, tal como não tem sido bem aproveitada a dinâmica entre as nossas personagens principais. Anda tudo muito disperso e todas as relações e interações que fazem de Orphan Black aquela série que conjuga imensas emoções e nos cativa andam meias desaparecidas. No episódio passado lá conseguimos ter um bocadinho dessas interações de volta com os flashbacks entre a Allison e o Donnie, mas mesmo assim a coisa não foi suficiente.

Este quarto episódio também não nos deu muito disso, mas conseguiu finalmente mostrar a direção que a temporada está a tomar e tenho para comigo que vai ser o ponto de viragem. Espero não me enganar ao achar que é a partir daqui que as coisas vão aquecer.

Dada a complexidade do argumento de Orphan Black, com toda a ficção científica e cronologia associada, estes inícios de temporada mais parados e de contextualização acabam por ser um pouco inevitáveis… Mas na minha opinião poderiam ter sido feitos de uma forma melhor, com uma transição mais simples desde a temporada passada. Mas vou pôr de parte a crítica negativa e focar-me no que este episódio nos trouxe de positivo e no pontapé de saída que finalmente parece ter dado para o que eu espero seja uma digna última temporada para esta série.

Em primeiro lugar, a Kira. Finalmente parece estar a tornar-se uma personagem com alguma vontade própria e autonomia na história. Até aqui, Kira sempre foi apenas um peão simplesmente usado para abrir jogo às peças maiores, apesar da centralidade da sua condição genética para o desenvolvimento das últimas temporadas. Mas ela agora começa a impor-se e a mostrar que também se consegue mexer sozinha e que as suas ações podem ser cruciais para o xeque-mate.

Em segundo, finalmente voltámos a ter umas boas cenas entre mãe e filha, com Mrs. S. e Sarah; já para não falar na reunião entre Sarah e Helena que, embora fraquinha no sentimento, soube bem. É pena Helena ter andado a ser posta um pouco de parte devido à gravidez. Mas suponho que ainda vamos ver muito mais dela até ao final.

Eu sei que disse que ia só focar-me no positivo, mas não consigo não mencionar um ponto cuja pertinência para o desenvolvimento da história ainda não percebi muito bem: o “Urso da Floresta” da ilha… Sim, já percebemos que o senhor P.T. Westmoreland não olhava a meios para atingir os fins e fez experiências macabras com pessoas que tornou em monstros. Mas haverá mesmo necessidade de perder tempo em dar efetivamente ênfase a esse monstro, que afinal até parece não ser assim tão monstro, dado que não atacou Mud? E já que estamos a falar na ilha, a Cosima por ali também tem andado a ser um desaproveitamento, infelizmente. Pelo menos podiam-lhe dar mais umas cenas com a francesinha.

Voltando ao positivo e ao ponto que me faz dizer de forma tão esperada: FINALMENTE! Embora já não me lembrasse minimamente quem era a Dr.ª Virginia Coady (que felizmente vai sendo relembrado que era a médica responsável pelo projeto CASTOR), o reaparecimento dela, a par com a revelação de que Susan Duncan está viva, vai fazer finalmente mexer a série.

Aquele brinde final entre Susan e Westmoreland deixam aquele gostinho amargo que indica que tempestades se aproximam e que o mar vai mexer. E o mar de Orphan Black anda a precisar de mais rebuliço.

Portanto, tal como eles brindaram, brindamos nós também: To the Future!

E boa sorte às nossas sestras daqui em diante!

Mélanie Costa

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