Person of Interest – 05×01 – B.S.O.D.
| 05 Mai, 2016

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Estamos de volta! Sim, vamos lançar foguetes! Uma das melhores séries da atualidade regressou e, tal como diz J.J. Abrams, esta temporada final é “para os fãs”!

Os nossos heróis fogem das forças de Samaritan, feridos e sem rumo. Reese protege o que resta da Machine, enquanto Harold e Root tentam desviar as atenções de si próprios, ainda que sem sucesso. Em flashback, Harold Finch debate-se com a dualidade de ser o criador de uma inteligência artificial que pode significar a ruína da humanidade mas, por outro lado, pode ser exatamente uma ferramenta de apoio a salvá-la. Lionel Fusco está em sarilhos assim que o FBI decide fazer-lhe uma visita e colocá-lo como suspeito do homicídio dos dois magnatas do crime organizado de Nova Iorque, Elias e Dominic. Se se recordarem dos episódios finais da temporada passada, lembram-se que Samaritan não deixou pontas soltas, daí que Fusco precise de lidar com esta situação sozinho. Ferida e à procura de abrigo, Root contacta com Bela, um antigo colaborador, e pede a este para lhe arranjar uma nova identidade, ao passo que Harold faz todos os possíveis para que a querida Machine sobreviva.

Não quero denunciar muito mais. Não quero porque “B.S.O.D.” deve ser saboreado. É um capítulo fenomenal de um regresso muito aguardado e que permanece no mesmo registo de qualidade das restantes temporadas da série. A espera foi longa, mas foi recompensada com um episódio extraordinário de ação, novos horizontes, novas esperanças e, acima de tudo, de reencontro com algumas das mais bem construídas personagens da televisão. Ainda que num cenário agreste, quase pós-apocalíptico da dominância de Samaritan, temos um humor cheesy e que resulta às mil-maravilhas para quebrar o gelo do frenesim que vemos durante 45 minutos. O suspense continua também em alta, fazendo-nos roer as unhas de tanta bala disparada e de tanta fuga com percalços. Com uma entrada magnífica ao som de The Kills, as personagens de que sentíamos falta desfilam na câmara em sequências brilhantes de ação.

É triste que a CBS não tenha respeito pelas suas séries mais elegantes e de maior qualidade. Houve um desrespeito gigantesco pelos fãs, porque entre adiar a resposta se a série seria renovada, tivemos de esperar cegamente por uma data de estreia da temporada final, para além de o único aspeto que se sabia era da redução de episódios. Mas, ainda assim, a equipa de Person of Interest entrega exatamente aquilo que os fãs precisam, o que, acima de qualquer outra controvérsia, é o mais importante. Enquanto que a CBS nos espeta facadas atrás de facadas, pelo menos sabemos que a equipa que nos trouxe este exercício de televisão soberbo se preocupa com o carinho que tem recebido de uma grande fandom, dando aquilo que parece ser uma das melhores temporadas da série e um rol de experiências únicas de televisão.

Se nos vamos despedir de Person of Interest, pelo menos, a última temporada começa com um BANG! e nós não podíamos estar mais orgulhosos. Root, Reese, Fusco e Finch estão de volta e, com eles, espero passar um serão de televisão no seu estado mais puro e, para já, esboço um sorriso e solto um aplauso para todos eles.

Jorge Lestre

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