Classificação

6.4
Interpretação
6.1
Argumento
6.8
Realização
7.1
Banda Sonora

CONTÉM SPOILERS.

01×05 – The Lion’s Den

Ora, desde já deixem-me pedir-vos desculpa pelo meu atraso na review da semana passada. Assim, e porque de alguma forma não podíamos deixar de comentar em continuidade, desta vez têm review dupla!

O episódio da semana passada manteve-se na desilusão que tem sido para mim. E considerem comigo que não é suposto isto ser uma temporada de 20-25 episódios. Estamos a falar de uma mini-série de 13 episódios que já vai a meio da sua life span e que mesmo assim continua sem nos apresentar resposta ou qualquer tipo de fio condutor ou razão pela qual certos personagens fazem o que fazem. Já sabemos que o Tommy tem que salvar o mundo. E que o propósito do Noah é perceber aquilo que ele próprio quis esquecer. E que mais?

Neste episódio ainda vemos Carlos (o rapazinho até é girito e os meus olhos agradecem, mas continuo a perguntar-me qual é o propósito do personagem dele na série!) lá perdido no meio de L.A. e México e etc. encarregue de descobrir o seu sobrinho Jose e o padre. Suponho que seja por aqui que ele se vai reunir com os outros personagens, uma vez que aparentam todos estar a dirigir-se para o mesmo plano, mas parece-me que ele está tão longe ainda…

Miko e Ren continuam na sua missão de libertar o pai de Miko e estão cada vez mais perto da sede da Renautas. Pelo menos estes conseguiram vir do outro lado do mundo e estar mais perto do seguimento da série do que Carlos.

Depois ainda temos a inconsistência de que, apesar de Molly Walker se ter suicidado, eles ainda conseguem usar o EPIC na mesma, e assim Harris encontra Farah, e consequentemente Malina. Ora Farah acaba por se sacrificar por Malina, no momento em que se ia encontrar com alguém, e Malina fica sozinha na sua mega missão de salvar o mundo (que ainda ninguém percebeu bem como é que ela vai fazer). E assim está Tommy também que, segundo o Penny-guy, tem todo um mundo de EVOs para salvar.

Noah continua a sua saga, pouco mais há para acrescentar, agora associado a Quentin – o seu sidekick desta missão – e a filha da Erica (CEO da Renautas) que só quer mesmo é encontrar o seu namorado e mandar o resto à fava.

No meio disto tudo, Luke Collins – depois de ter descoberto que tem poderes e ter sido abandonado pela sua mulher querida – tem uma crise existencial, volta a casa e numa cena deprimente chora o filho que perdeu no dia 13 de junho.

Pouco se acresentou e, mais uma vez, Heroes Reborn está a deixar-me pouco satisfeita para a expectativa que tinha da série. Será que Tim Kring está mesmo com fé de que vai ter direito a mais do que 13 episódios?

01×06 – Game Over

Neste último episódio, as coisas começam a ganhar alguma forma, ainda que, na minha opinião, muito lentamente.

Ora este episódio, e como o título indica, dá-nos o culminar da missão de Miko (e Ren, consequentemente). Afinal Miko não estava numa missão de salvar o seu pai, mas era antes uma criação virtual de Hakiro para salvar o mestre do tempo e do espaço (HIRO NAKAMURA!!!).

Finalmente alguns personagens cruzaram-se. Uns minutos antes de Miko desaparecer de vez, cruza-se com Noah – que lhe explica que o mestre do tempo e do espaço é seu amigo e que a espada lhe pertence – e juntos se unem temporariamente contra a Renautas. Malina e Luke cruzam-se, já que Luke depois da cena depressiva do episódio passado está numa de se suicidar quando Malina o salva. Neste momento, Malina mostra-lhe uma fotografia que Farah lhe tinha deixado e explica a Luke que ela e esta pessoa têm que salvar o mundo juntos: a fotografia é de Tommy. Luke ganha um novo propósito de vida e um motivo para tudo o que lhe tem acontecido!

Na Renautas, Quentin finalmente encontra a sua irmã mas isto é sol de pouca dura, já que a sua irmã acaba por ser a pessoa que o mata quando ele tenta conversar com ela para parar de ser uma arma da Renautas e ela decide que não senhora!

Tommy passa o episódio com uma crise existencial e conta com a sua nova namorada Emily para o ajudar: haja poderes que o levem a Paris e que lhe mostrem que ele tem um propósito e um destino para cumprir! Devo admitir que o meu ceticismo que se tem vindo a criar se derreteu um bocadinho neste episódio com a cena do Tommy a deixar-se inspirar pelos comics que encontra em Paris.

Continuo sem perceber o propósito de Carlos nesta série. Certo, ele e o Paul Dierden (desculpem-me, mas como fã de Orphan Black, o rapazinho vai ser sempre o Paul Dierden) continuam a ser uma boa lavagem ocular, mas não percebo o que é que acrescentam à série. Aparentemente o Paul diz-lhe que o seu primo e o amigo padre estão presos naquela que será a nova sede da Renautas – algo chamado a Sunstone Manor. Ora sendo Dierden (Dearing, é tudo o mesmo!) um EVO, Carlos arranjou forma de lhe reter os poderes e com a ameaça de ter em sua posse o dinheiro que lhe pertencia, lá fez com que ele o levasse até lá.

Exceto Carlos aleija-se porque Dearing é mais inteligente e no momento em que têm que entrar na Sunstone Manor, Dearing dá-lhe uma especie de veneno (?) ou sedativo (?) que o deixa imobilizado e consegue livrar-se deste contrato forçado.

O melhor do episódio foi mesmo a interação de Hiro Nakamura com Noah Bennet. E talvez eu seja parcial aos meus personagens antigos, ou talvez não. O certo é que a única coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha foi o facto de Noah e Hiro terem regressado ao 13 de junho para tentar resolver o problema do presente.

E já agora, alguém quer comentar o facto de termos aprendido que a Erica estava a enviar EVOs para o futuro?! Qual era a ideia, armazená-los até que o mundo fosse capaz de os compreender? Será doida a senhora?

Enfim, esperemos pelo próximo episódio, que não tarda a chegar, para nos contarem mais! E a ver se isto arranca de uma vez que já não dá para suportar a engonha!

Joana Henriques Pereira