Classificação

7.5
Interpretação
7
Argumento
8
Realização
7
Banda Sonora

Contém Spoilers!

E assim se passou mais um episódio de Falling Skies…faltam quatro para o series finale e ainda não sei bem o que esperar, isto porque o desfecho foi pensado pela produção e o guião não tem seguido a lógica das temporadas passadas. Mas, como já devem ter percebido das reviews anteriores, estou a achar que esta temporada está ligeiramente melhor! Bem, este episódio teve um tanto ou quando de… diferente, e até agora, foi o pior da temporada na minha opinião.

Começando pela ação que, a meu ver, foi um filler: Tom! Já perdi a conta às vezes em que Tom se perdeu, foi raptado por skitters, e voltou para a família. Mas se achávamos que o regresso dele da lua foi bizarro, o rapto do episódio passado, e respetiva libertação, foi pouco original. Tom acorda na pequena quinta de Willie Mcomb, um bom homem que protege a sua filha e netos da confusão em que o mundo se tornou. É altamente improvável que os skitters nunca tenham reparado naquele território, sobretudo quando andavam na busca de crianças para escravizarem com o arnês, ou até quando procuravam adultos para skitterizarem. A singularidade da situação vai ainda mais além quando os filhos de Alicia, sobretudo o mais velho, Kyle, com 15 anos, não se tenham apercebido que o mundo foi invadido por uma raça extraterrestre que quer escravizar/aniquilar a espécie humana. E não é que Kyle, num dos seus acessos de raiva adolescente, depressa descobre um mech? E Logo atrás dele vem Tom? Coincidências? Cenas mal desenvolvidas? Pois, é o que parece. Kyle quer partir para a guerra e Tom até aceita levá-lo consigo. Mas assim que o Hal e Isabella chegam (depois de ter existido uma faísca entre ambos), mesmo andes de se fazerem à estrada, Tom convence Kyle a ficar para proteger a sua família. E assim, mais uma vez, Tom, inexplicável e facilmente, consegue regressar para junto dos seus, ou seja, ainda está disponível para ser a arma dos dorniya.

Já no esconderijo da Second Mass, dois enredos são desenvolvidos: a busca por um aparelho espheni e a decisão complicada que Maggie tem de tomar em relação aos seus espinhos.

Marty, o mais recente elemento da Second Mass, sente-se culpado por ter alvejado Weaver e faz-lhe as vontadinhas todas… até a roupa anterior lhe lava! Mas o cliché aconteceu, quando o personagem que nada de importante faz para o grupo faz a grande descoberta do dia! E é Marty que, quando procura álcool para o seu novo amo, tropeça no aparelho de comunicação dos overlords e, quando Weaver lhe toca, sente que os soberanos extraterrestres estão a comunicar! Esta foi, provavelmente, a cena que mais repercussões terá nos episódios seguintes.

Maggie não consegue continuar a viver com a atração que os espigões lhe provocam por Ben. Mesmo sabendo que deveria ter consultado Anne, e aproveitando que Cochise anda numa de experimentar todas as emoções humanas, Maggie decide que quer recuperar o controlo total da sua mente. Às escondidas, Cochise ajuda-a e, se Anne não chegasse depressa, Maggie poderia estar morta. Apesar de bem, Maggie tem agora outra situação desconfortável: Ben sente-se traído porque, além de não ter sido consultado, Maggie livrou-se do elo que os ligava. Sendo assim, Ben será o único, a partir de agora, com poderes (aumento significativo da força, da visão e da audição) no grupo. Isto poderá criar um isolamento que poderá levar a um afastamento de Ben e, em último caso, levar que que os restantes membros da Second Mass o marginalizem.

Questões em análise:

  • Hal beijou Isabella e cumprimentou Maggie como se de uma amiga se tratasse. Que significa isto?
  • Livre dos espigões, Maggie irá optar por qual dos manos Mason? Como ficará Ben a partir de agora?
  • Quando teremos mais informações sobre a arma secreta dos dorniya?
  • Que descobriremos graças ao mecanismo de comunicação dos overlords? Será isso decisivo para o que a Second Mass descobrirá em Washington?
  • Por onde anda Pope, o vingativo?

Rui André Pereira