2x01 - Shadows

2×01 – Shadows

Ahh! Venha então o regresso desta série fantástica que é Agents Of SHIELD! Depois dos últimos episódios da primeira temporada atribulados e com surpresas desagradáveis – o Ward é um traidor da HYDRA e fez com que o Fitz tivesse que se sacrificar pela Simmons no final; a organização SHIELD deu o berro e teve que se esconder – chegámos finalmente à segunda temporada!

O episódio começa com uma ‘intro’ muito interessante ao que será mais uma aposta da Marvel para o ano – Agent Carter – que dá início à segunda temporada de Agents Of SHIELD com uma cena que remonta à primeira vez que Peggy Carter e os ‘Howling Commandos’ adquirem das mãos da agência HYDRA – que na altura já existia – um objecto ‘nós-não-sabemos-o-que-raio-é-isto’ ao que passaram a denominar dentro da SHIELD de 0-8-4.

Bom com estes pequenos momentos iniciais, fiquei curiosa para ver então o que será desta série, Agente Carter, que está para vir. Como fã da Marvel fico sempre curiosa com estas coisas e a Hayley Atwell parece-me encaixar bastante bem no papel!

Mas sigamos em frente. Este primeiro episódio desta nova temporada, apesar da ‘badassery’ e de introduzir personagens importantes, é um episódio que assenta muito nas relações humanas e na forma como cada um deles está a lidar com tudo o que se passou na primeira temporada.

Em breve resumo, este episódio trouxe-nos uma SHIELD mais reconstituída, com Coulson a procurar recrutar agentes para a nova SHIELD, já em papel de director. A introdução dada pela Agente Peggy Carter não é por acaso, e no início do episódio Coulson percebe que se trata de algo que ele necessita – isto porque um grupo de mercenários que nos é introduzido está a tratar de encontrar estes artefactos e todos os 0-8-4’s que foram retirados à agência em nome de Coulson e da nova SHIELD.

Entretanto percebemos que Ward está cativo na nova base dos Agents of SHIELD na medida em que a equipa de Coulson lhe tenta pedir ajuda, ao que passamos a conhecer mais um vilão importante: o ‘Absorbing Man’ – Carl Creel.

No final do episódio, percebemos que Coulson realmente queria um ‘fighter-jet’ antigo, para se camuflar, uma vez que o próprio avião da SHIELD sofreu danos graves nesse sentido e agora sim, finalmente, recomeçar a agência SHIELD do zero e renascer das cinzas

Skye está cada vez mais parecida com a May, não acham? Aos poucos a ficar mais distanciada das suas emoções e mais fria em contexto de missão. A cena dela com o Ward também atesta para esta minha avaliação. Parece que para conseguir lidar com a traição de Ward, e o ‘afastamento’ necessário de Coulson da equipa, Skye simplesmente está a desligar de quem ela era.

Fitz. Oh Fitz! Parece que afinal, apesar de todo o episódio nos guiar nesse sentido, ele não está assim tão recuperado. E afinal onde foi a Simmons?! Vá lá ver, foi-se embora pra que? Ainda acredito na recuperação do Fitz. É mesmo horrível vê-lo assim… Fiquei chateada!

Coulson parece mais frio. Mais dedicado à agência, menos dedicado às pessoas.

Estará Ward mesmo arrependido?

… Enfim.

Vejo neste episódio uma nova temporada um bocado mais assente em emoções fortes e depressivas do que a primeira – quer dizer; lembram-se dos primeiros episódios da série? Muito iluminados, muito ‘à descoberta’ dos artefactos e das coisas estranhas, onde tudo acabava bem…

Agora não é assim. Agora todos eles estão marcados por situações demasiado graves, traições, abandonos, danos severos de saúde, para poderem estar tão livres. Vamos ver muito isso nesta temporada. Especialmente quando temos neste momento a certeza de que a HYDRA não morreu – graças a Ward – e que o líder da HYDRA é na realidade o mesmo soldado que fez frente a Peggy Carter no início do episódio…

E já agora, que me dizem do comandante Talbot? Vai dar o braço a torcer e apoiar Coulson e a equipa SHIELD ou vai ser mais um inimigo com quem eles vão ter que lidar? Que me dizem?

E era só eu que já tinha saudades desta série?

Já agora, visitem a página portuguesa dedicada à série, façam GOSTO : https://www.facebook.com/AgentsOfShieldPortugal

Nota: 9/10.

Joana Pereira.