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02×11 – Shoved In My Face

Chicago Fire está de volta! O último episódio de 2013 tinha terminado de forma angustiante, deixando os espetadores ansiosos pelo regresso da série. É que mal estava a nascer o primeiro arrufo entre o casalinho Casey-Gabby, o bombeiro acabou por sair “queimado”. Foi surpreendente, como já é hábito na NBC em relação a Chicago Fire. Nada é dado adquirido e quando achamos que a história estabilizou aqui ou ali, eis que surge um tornado que leva a narrativa por novos caminhos.

Bom, nem sempre as surpresas são positivas. Se no último episódio tinha ficado tudo em suspenso, a imaginar o que iria acontecer (obviamente que Casey não ia morrer nem nada que se parecesse), este episódio começa em clima de total tranquilidade. Confesso que a determinada altura fiquei sem perceber o que se estava a passar e comecei a achar que aquilo seria a Gabby a sonhar. Ou o Casey . Só podia! Onde está a ação? Onde paira a ansiedade? Onde ficou o fio condutor? Saltaram completamente o pós-acidente do Casey e a Gabby já está em formação para ser bombeira! Acho que não correu nada bem! Em suma: gostava de saber o que aconteceu na história durante 6 semanas. Este, parece um episódio tirado de uma outra série qualquer. A NBC andava há muito a brincar nas redes sociais com a história do #SaveCasey e afinal, parece que o homem não precisava de ser salvo.

Com a saída de Gabby, Shay ganhou uma nova parceira. A paramédica Allison Rafferty, papel interpretado pela atriz Christine Evangelista. As coisas não começam muito amigáveis para o lado de Shay. A nova paramédica é simpática e atenciosa com todos, excepto com Shay. Aparentemente, Rafferty respeita o estilo de vida de Shay, mas não quer conversa que acabe em detalhes sobre a mesma.
Para ajudar à festa, a NBC foi repescar a história do sujeito que se suicidou em frente a Gabby e Shay e que levou a última a passar por um período negro e conturbado da sua vida. Já estou mesmo a ver a Shay a descarrilar novamente. E com aquele apoio fantástico da sua nova parceira, deve ser uma viagem alucinante!

O bombeiro Clarke continua a contas com a justiça. É suspeito de ter morto um homem e recusa-se a colaborar com a polícia para esclarecer o assunto. Mas a história parece ser mais complexa e ramificada. No último episódio disse que era espectável que houvesse mais destaque neste personagem, devido a esta questão. Mas não houve. Too bad.

Este episódio mostra também Severide como instrutor de recrutas que pretendem ser bombeiros. Grupo onde se inclui Gabby. Nada a apontar. O homem parece estar empenhado, apesar de haver uma recruta, Jones, que parece querer aprender muito com Severide. O problema é que Jones é filha do Sr. Fulano Tal e Severide parece ter um problema delicado para resolver.

Tenho de confessar que Chicago Fire não é a minha série favorita. Nem sequer está no meu pódio. É uma série que gosto, acompanho e que dificilmente me desilude. E este episódio foi completamente desconexo. Não coloco em causa as emergências do quartel, as histórias paralelas, etc. Mas as 6 semanas que não conhecemos, fizeram falta. Na minha opinião, foi uma opção falhada por parte da NBC e da equipa de produtores.
O descontentamento parece ser bastante mais abrangente. O episódio registou uma queda de 26% nas audiências, depois do episódio passado ter sido o melhor de sempre para a série, que vincou uma subida que se estava a acentuar há várias semanas. É caso para dizer que a NBC falhou redondamente.

Agora, resta esperar pelos próximos episódios mas uma coisa é certa: vão ter muito que lutar para reconquistar o estatuto e o nível de fidelização que tinham.

Nota: 4/10

Ricardo Almeida