Foram encomendadas três novas séries: Sex/Life para a Netflix, Generation Z para o Channel 4 e SAS: Rogue Heroes para a BBC One.

A Netflix encomendou oito episódios de uma comédia dramática, Sex/Life, de Stacy Rukeyser (UnReal) baseada no livro 44 Chapters About 4 Men, de B.B. Easton. A série é descrita como uma comédia dramática tórrida e focada no sexo feminino que se desenrola quando a vida e a libido colidem. Sex/Life é a história de um triângulo amoroso entre uma mulher, o seu marido e o seu passado, o que dá um aspeto mais escaldante à identidade e desejo femininos.

O realizador Ben Wheatley, que realizou alguns episódios de Ideal, criou um drama de mortos-vivos baseado no Brexit para o Channel 4. Generation Z irá ter seis episódios, onde irão figurar baby boomers – designação usada em vários países para descrever os nascidos entre 1946 e 1964 – “vorazes” e adolescentes “descontentes” em conflito uns com os outrosProduzida pela produtora da minissérie Kiri, The Forge, Generation Z vai fazer uso do humor negro e da sátira mordaz para contar como o Brexit dividiu um país e, neste caso, como levou a fazerem-se refeições de cérebros.

O mote: o futuro não parece nada animador para a juventude dos dias de hoje: austeridade que parece não ter fim, preços de casas astronómicos, estudantes com dívidas impossíveis de saldar, um sistema político que parece que tenciona destruir-se a si próprio e, para piorar ainda mais as coisas, o dinheiro que lhes custou a ganhar e com que pagam os impostos está a ser devorado pelos velhos pensionistas “patrióticos” presunçosos, satisfeitos e de mentes fechadas, cujo único propósito na vida é dificultar a vida a toda a gente.

A sinopse: numa aldeia britânica, as tensões disparam quando uma comitiva militar misteriosa tem um acidente ao pé do Lar Sunnywise. Os veículos transportavam uma substância tóxica que, como resultado do acidente, vaza por toda a área e infeta os residentes do lar. Os sintomas desta infeção manifestam-se depressa: um apetite avassalador por carne crua. São velhos, têm fome e estão furiosos. Enquanto os militares lutam para controlar o surto e manter tudo longe dos holofotes da comunicação social, um grupo de adolescentes vê-se em plena batalha contra estes baby boomers comedores de carne.

A série começará a ser produzida em 2020.

Por fim, a BBC encomendou um drama escrito pelo criador de Peaky Blinders, Steven Knight, uma adaptação do livro de Ben Macintyre com o mesmo nome, SAS: Rogue Heroes, que irá contar com seis episódios.

A história conta a origem da unidade de forças especiais mais reconhecida e implacável do mundo, a SAS (Special Air Service, uma força especial do exército da Grã-Bretanha).

Knight acedeu a arquivos secretos para contar a história da SAS e o drama vai reavivar o pensamento revolucionário que levou à criação de uma nova forma de combate e batalha. Tendo como temas principais a celebração da glória, ação e camaradagem, a série vai remexer na psicologia do grupo de oficiais não conformistas, com falhas e imprudentes, mas corajosos, que formavam a SAS nos dias mais negros da Segunda Guerra Mundial.