Classificação

8.5
Interpretação
7
Argumento
7.5
Realização
7
Banda Sonora

Este artigo contém spoilers!

Duas semanas depois cá estamos com o regresso de The 100. Voltámos para a segunda parte da última temporada da série e por isso, cada episódio que aí vem, deixa-nos mais perto do tão aguardado final. Como tal, é de esperar que comecem a aparecer respostas às ainda inúmeras perguntas que nós todos temos.Este regresso não foi em grande mas também não foi tão fraquinho como a despedida para férias há duas semanas. Este episódio dez foi mais intenso e teve mais momentos relevantes mas ainda assim, esperava um bocadinho mais de respostas.

Em Sanctum tivemos alguns momentos bons. A começar pela conversa o Sheidheda com a Madi. Ver o medo na cara da miúda fez-nos cada vez mais acreditar que o Sheidheda é o grande vilão da temporada. Para além da prestação incrível do ator JR Bourne, o próprio personagem tem tido uma construção muito interessante. Juntar Sheidheda com Indra é juntar mais um atriz de excelência ao enredo. Adina Porter voltou a brilhar no papel de Indra e tivemos uma cena muito bem coreografada e filmada que foi a batalha entre os dois. Apesar do uso do slow motion, do qual não sou muito fã, a cena ficou muito bem montada e diria que foi uma das melhores batalhas da série. Culminou com Madi a salvar Indra de uma forma que nos lembrou a tão querida Lexa. Brilhante! Resta agora ver a vingança do Sheidheda que quer tudo e todos mortos. Incluindo as crianças que segundo ele, se não morrerem, vão crescer para se vingar.

No planeta Bardo tivemos a confirmação que Octavia, Echo e Diyoza estavam mesmo a fingir quando se juntaram ao culto. A Echo inclusive goza com a Hope por esta ter achado que elas estavam mesmo dentro do culto. Achei engraçado porque foi quase como se a própria Echo nos estivesse a criticar, a nós espectadores, que também estávamos a duvidar delas. Tens razão Echo. Faço mea-culpa.

Descobrimos também que ao que parece a grande guerra não é bem uma guerra mas sim uma espécie de teste para a humanidade. Confesso que ainda não percebi muito bem o que é o testa mas uma coisa tenho a certeza, o pessoal de Bardo não percebe nada daquilo também. Ainda bem que temos o Jordan e que ele esteve atento às aulas de Coreano que o Monty lhe ensinou. Finalmente o Jordan começa a ser útil.

Mas claro, a cena que todos estão à espera que fale é a cena final onde dá tudo errado. Primeiro Echo quer destruir a sociedade toda com o vírus que roubou a Levitt. Apesar de achar toda esta coisa da vingança da Echo muito forçada, gostei de ver a Raven a chamá-la à razão. A lembrar a Echo que eles são uma família. Senti que a própria Echo chegou ao crescimento pessoal que tanto queríamos ver. Mas a Hope foi muito impulsiva mais uma vez e a nossa Diyoza acabou por se sacrificar por ela. Foi poético ver a Diyoza morrer e dizer à filha para ela não ser uma assassina como ela. Ainda assim, mesmo que tenha sido fixe ver o Anders com a garganta cortada, achei que a morte da Diyoza podia e devia ser evitada. A Hope tem o coração a agir por ela mas achei que foi um bocado demais. Veremos como a morte da mãe a vai afectar.

Concluindo, foi um episódio interessante. Nada demais mas deu para ver algumas coisas que há muito queríamos saber. Finalmente morreu uma personagem principal e quem sabe se não foi o inicio de mais mortes importantes. Para a semana teremos o Bellamy de volta e nestes dias sabemos que isso é raro. Por isso, resta-nos esperar para vermos o que aí vem.

RIP Diyoza

“May we meet again”

Até para a semana!

Carlos Real