Classificação

5
Interpretação
4.5
Argumento
4.5
Realização
5
Banda Sonora

[Pode conter spoilers]

Estreou na Netflix, no passado dia 30 de novembro, Elves, uma série de Natal fora do normal que alia o terror à fantasia. Centra-se numa família que decide ir passar o Natal fora, numa casa na ilha fictícia de Aarmandsø. É uma série dinamarquesa e, devido ao meu gosto por séries nórdicas, esta caraterística chamou-me à atenção. Infelizmente considero que terá sido a série de que menos gostei de entre as que vi e que foram produzidas nesta zona da Europa.

Neste primeiro episódio, vemos a família a fazer a viagem de ferry e depois a sua chegada à ilha. Desde a chegada, notamos, como espectadores, que há algo de estranho com aquela ilha. Algo se atravessa à frente do carro mesmo antes de desaparecer e deixa para trás uma gosma negra. Esta gosma deixa a filha do casal, Josefine (Sonja Steen), bastante curiosa, enquanto o resto da família desvaloriza o que aconteceu. A restante família é constituída pelo pai Mads (Peder Thomas Pedersen), pela mãe Charlotte (Lila Nobel) e pelo irmão de Josefine, Kasper (Milo Campanale). Temos então uns pais desejosos de ter umas férias tranquilas em família, um filho curioso que quer conhecer a ilha e uma filha rebelde e desconfiada que não vai descansar enquanto não entender de onde vem a gosma negra.

São várias vezes aconselhados por locais a manterem-se na estrada costeira, indicação que nem sempre seguem à risca. Josefine também parece colocar-se em situações de risco desnecessariamente. Estes dois aspetos parecem-me bastante cliché em histórias de terror. Há sempre alguém que é estúpido o suficiente para se colocar a si mesmo em perigo, o que depois desencadeia uma série de acontecimentos assustadores e ainda mais perigosos. Neste caso ainda não sabemos quais as consequências, mas com certeza saberemos nos próximos episódios.

No que diz respeito aos efeitos sonoros e visuais associados ao terror, manifestam-se mais no final do episódio e parecem estar bem conseguidos. A banda sonora é constituída por música calma, com umas pingas de mistério e por uma sinistra versão da música de Natal Carol of the Bells, que acompanha o genérico da série. Predominam cores frias e escuras, alusivas ao frio, mas também ao perigo eminente.

Quando terminei os 25 minutos que compõem o primeiro episódio, cheguei à conclusão que o enredo não me prendeu o suficiente para querer continuar a ver, o que também foi influenciado por ter uma componente de fantasia que habitualmente não me atrai. Alguns estranhos acontecimentos ao longo do episódio provocam curiosidade no espectador e alguma vontade de desvendar o mistério. Poderá ser uma boa opção para quem queira ver uma série temática do Natal, mas que foge à oferta que habitualmente encontramos nesta altura do ano. Se continuares a ver, depois diz-me se gostaste dos restantes episódios.

Inês Rodrigues