Classificação

7
Interpretação
7.5
Argumento
8
Realização
6.5
Banda Sonora

[Contém Spoilers]

Stargirl é a nova série da DC Universe que começou num tom diferente do que vimos em Titans ou Doom Patrol. Criada por Geoff Johns e Lee Moder, e do produtor executivo, conhecido deste tipo de séries, Greg Berlanti. Stargirl conta a história de Courtney Whitmore (Brec Bassinger), que perde o pai ainda criança e que dez anos depois embarca numa aventura sem precedentes.

Courtney vive com a mãe e agora com o padrasto Pat Dugan (Luke Wilson). Ele é o ex-sidekick de Starman (Joel McHale), um dos principais heróis da Justice Society of America que acaba por morrer ao combater um vilão aparentemente invencível. Um dos pontos altos deste piloto foram sem dúvida as cenas de luta e o episódio começa logo com a cena em que a JSA está a combater a Injustice Society e em que os heróis acabam por ser todos derrotados, sendo a promessa deixada por Pat ou Stripesy de voltar a reunir a Justice Society of America.

Pat, dez anos depois, continua a investigar os vilões que derrotaram os heróis e conhece a mãe de Courtney, Barbara Whitmore (Amy Smart), casam e mudam-se da Califórnia para o Nebraska. Numa noite entediante, e depois de “um dia para esquecer”, Courtney encontra uma cave onde Pat guarda diversas coisas da sua vida passada; até que é “chamada” pelo bastão cósmico antigravitacional brilhante que pertenceu a Starman, aka o Jeffrey Winger de Community.

Percebemos que esta mudança não foi de todo do agrado de Courtney, mas esta reconhece que a mãe está feliz ao lado de Pat. O episódio deixou muitas dúvidas em relação ao pai de Courtney, pois “abandonou-a” na mesma noite que Starman morreu. Dar continuidade a esta storyline é deveras importante, pois deverá haver uma explicação relativamente ao facto de o bastão cósmico ter sido ‘ativado’ por ela.

Esta série é diferente daquilo a que estamos habituados da DC Universe, pois é mais leve, com momentos cómicos e factos interessantes, dando à história uma lufada de ar fresco. Estamos habituados a ver personagens como Flash ou Arrow a tornarem-se super-heróis depois de adultos e o que torna a série interessante é ser a história de uma adolescente, que vive atualmente o drama do secundário, descobrir como pode ser uma heroína e dar conta de um bastão com vontade própria.

No geral é um bom piloto, faz-nos sorrir, tem personagens credíveis e interessantes, consegue colocar no episódio ação, drama e comédia sem exageros, com efeitos especiais muito bem feitos e uma cinematografia bem conseguida; mesmo seguindo o argumento típico da história de escola secundária, fico curiosa de ver como Courtney vai conseguir lidar com isto, pois já se percebeu que tem espírito de heroína e não permite injustiças, sendo que é o fator que marca toda a diferença.

Daqui para a frente é esperar que haja um equilíbrio entre momentos do passado e do presente em que consigamos perceber a história de há dez anos e o que pode influenciar Stargirl nesta jornada.

Para quem não sabe, Stargirl já tem o primeiro episódio disponível na HBO Portugal.

Margarida Rodrigues Pinhal