Classificação

7.5
Interpretação
7
Argumento
6.3
Realização
7
Banda Sonora

A nova aposta da mid-season da NBC inclui caras bem conhecidas da televisão: Mae Whitman foi uma das protagonistas de Parenthood e Christina Henricks é a popular atriz de Mad Men. 

É a história de três mulheres que, por motivos bem diferentes, veem-se obrigadas a recorrer a medidas extremas. Beth descobre que, devido a maus investimentos do marido, a família pode perder a casa; Annie enfrenta a possibilidade de perder a guarda da filha; Ruby precisa desesperadamente de medicamentos para melhorar a saúde da filha, que sofre de insuficiência renal.

Ao verem-se sem mais opções, elas resolvem assaltar o supermercado onde Annie trabalha. Algo simples, que não desse muito nas vistas. Pooooois. O problema é que, em vez de tirarem 30.000€, arrecadam 500.000€. Claro que perceberam logo que algo não estava bem e que era muito estranho uma loja ter meio milhão de dólares no cofre. Bom, Ruby desconfiou. Annie passou logo à parte da “gastação”. Os seus problemas começaram bem cedo quando o gerente do supermercado a reconhece pela tatuagem que tem no fundo das costas. E se o colega já andava com ideias de se envolver com ela, agora com algo para a manipular é uma ramboia. Ou quase.

Portanto, depois do assalto, as coisas resolveram-se. A filha de Ruby melhorou depois de começar com os medicamentos, Annie comprou o computador e já não tinha a preocupação de o pai da menina a poder tirar dela. E Beth expulsou o marido de casa depois de descobrir que ele andava a ter um caso com uma empregada. Tudo lindo e perfeito? Pois… nem por isso.

Claro que aquela quantidade de dinheiro trazia água no bico. E não foi muito difícil para os traficantes de droga encontrarem a casa de Beth e as ameaçarem com um prazo da devolução do dinheiro com juros. Só Annie gastou um quinto desse dinheiro. E aí sim começaram os problemas a sério. Os traficantes e o querido colega de Annie que apanhou uma valente “toira” (=bebedeira) e quis exigir o que Annie lhe devia supostamente em troca do seu silêncio na participação do assalto. Sexo. Contudo, a sua irmã Beth que já tinha revelado a sua faceta mais destemida durante o assalto, voltou a mostrá-la quando salvou Annie de ser violada. No processo, bom, o homem acabou por morreu acidentalmente. Portanto, de um dia para o outro elas vêem-se com meio milhão de dólares roubados, dealers à perna e um homem morto.

Gostei bastante deste primeiro episódio, mais do que estava à espera na verdade. Não faz o meu estilo de série e a premissa parecia demasiado… não sei, desenxabida. Mas são os atores que fazem a série e que a carregam às costas. Mesmo que as histórias não tenha o melhor dos argumentos, se os atores forem os certos tornam a série muito mais interessante. E foram o que estas três atrizes fizeram. Deram vida ao episódios. Para além, claro, ter havido química entre elas. Outra personagem que me encantou foi Sadie, a filha de Annie. Uma miúda muito porreira e que anda à procura da sua identidade. Sofre de bullying na escola mas não deixa que isso lhe tire o sorriso do rosto. Uma personagem que promete nesta série.

Se a série tem pernas para andar? Talvez. O final deixou-me intrigada, com muita vontade de descobrir como é que estas três mulheres tão normais à primeira vista vão safar-se desta sem serem apanhadas e até que ponto vão conseguir esconder esta vida dupla. Especialmente Ruby, cujo marido é polícia e acaba de se juntar à Academia. Vai ser outra carga de trabalhos. Gostava que Good Girls vingasse. Tem boas personagem e uma história intrigante. É esperar para ver!

Maria Sofia Santos