Classificação

6.5
Interpretação
6
Argumento
6
Realização
6.7
Banda Sonora

De Josh Schwartz e Stephanie Savage, os responsáveis por sucessos como Gossip GirlThe O.C.Dynasty é a nova aposta da The CW, um reboot de uma telenovela homónima transmitida na ABC durante os anos 80.

Como a sua antecessora, Dynasty é sobre família, negócios, dinheiro e poder. Tudo misturado. Claro que isto nunca dá bom resultado. Daí Blake Carrington não ser propriamente próximo de nenhum dos filhos, especialmente de Steven, por ser homossexual. Já Fallon é apaixonada pelo negócio da família – que está ligado ao setor da energia – e espera poder suceder ao pai, já que acredita que os lugares de topo da empresa devem ficar entre família. Mas mal ela sabe que a razão pela qual ela e o irmão foram chamados de volta a Altanta, a terra natal dos Carrington, para conhecerem a noiva do pai, Cristal.

Enquanto que Steven conhece Cristal de mente aberta, Fallon olha imediatamente para ela como uma ameaça e até manda o motorista da família e amante em part-time seguir Cristal.

Okay, eu gostei do episódio, mas não fiquei com muita fé no futuro da série. A The CW sempre foi muito boa em séries dramáticas e é essa paixão pelo drama que estragou alguns programas do canal. O piloto teve momentos bastante humorísticos e tenho de admitir que conseguiu conjugar esse lado com o drama.

Quem se destacou mais neste primeiro episódio foi sem dúvida Elizabeth Gillies no papel da protagonista Fallon Carrington. Acertou em tudo. Maneirismos, olhares, performance, tudo. A atriz ainda não tem um currículo muito vasto, mas pode ser em Dynasty que se catapulte para o sucesso. Eu adorei Fallon. É bonita, inteligente, poderosa e snobe. Uma Blair Waldorf mais velha e também mais confiante. Steven e Cristal não tiveram espaço de antena suficiente para poder avaliar o que acho deles, mas Cristal é mesmo uma personagem típica cliché a quem deram um passado obscuro. Mas ela parece ser tão desenxabida que nem isso a deve safar. Sinceramente lembra-me muito Anika, de Empire. Olha a mosquinha morta!

Mas para mim quem me desiludiu mais foi Grant Show no papel do patriarca milionário Blake Carrington. Já não gostava dele em Devious Maids e aqui ainda pior, porque retrata um homem poderoso e calculista, frio e impiedoso. Mas aqui tudo o que fez foi expectável e aborrecido. Alan Dalen, que faz de mordomo, Joseph Anders, teria sido uma escolha bem melhor para o papel.

Em relação ao guarda-roupa e aos cenários, foram bem fraquinhos. Se compararmos com Gossip Girl, parece que estes vestem sacos do lixo. Jeff Colby é quem teve os fatos mais engraçados. E sim, tentaram dar uma atmosfera de riqueza com uma casa do dobro do tamanho da minha escola secundária, mas o glamour e o luxo não se viram muito. Era apenas uma casa cara. Não havia exuberância e isso era algo que se esperava ver.

Em termos de história, adorei o facto de Fallon se ter aliado ao inimigo do pai, Jeff, depois de ele a ter preterido como COO em favor de Cristal. Em vez de Fallon perder o seu tempo a mandar as suas frustrações para a pessoa errada, Fallon resolve virar-se contra o verdadeiro culpado, o pai. Relativamente ao cliffhanger no final… bom, não entendi bem como é que Claudia apareceu ali no fim da festa do casamento sem ser impedida pela segurança ,mas foi bom para o drama. Que fará agora Cristal ao descobrir que o marido foi o responsável pela morte do ex-namorado do qual ainda gostava?

Maria Sofia Santos