Classificação

7
Interpretação
6
Argumento
6
Realização
7.5
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Esta série britânica do canal E4 – e que vai ser transmitida a nível internacional na Netflix – é uma mistura de comédia e terror, nenhum deles em doses muito exageradas. A cena de abertura de Crazyhead mostra-nos uma jovem a ser levada por duas pessoas com máscaras creepy, mas já lá vamos novamente.

Recuamos no tempo e somos mais bem apresentados a Amy, uma jovem que tem que enfrentar os seus demónios. Literalmente! Ela vê demónios e não são alucinações, simplesmente ela consegue vê-los, ao contrário da maioria das pessoas. Raquel também consegue e as duas vão unir-se para enfrentá-los. Ao início ainda penso que tudo, incluindo Raquel, são alucinações de Amy, mas não parece mesmo ser esse o caso. Depois de se conhecerem quando Raquel salva Amy de ser atacada por um demónio, as coisas não começam logo bem. No entanto, Amy precisa de ajuda, acaba por contactar Raquel e as duas começam uma cruzada para salvar a melhor amiga de Amy, que está também possuída por um demónio. Passo a dar: fazer um exorcismo que inclui fazer-lhe xixi em cima.

Amy pode ser a protagonista, mas Raquel é a alma da série! A personagem tem piada e é, sem dúvida, o melhor do episódio. Olhem, agora que penso nisso, a ‘onda’ dela faz-me lembrar a Taystee de Orange Is the New Black! Pronto, vamos assumir que Amy e Raquel se irão tornar uma espécie de caçadoras de demónios. Podiam chamar a Buffy! Vão precisar, os demónios parecem mesmo muito interessados em apanhá-las. E o médico de Amy está por detrás de tudo… Realmente não me tinha inspirado confiança e já sabem o que dizem sobre devermos confiar nos nossos instintos…

Fogo, mas que raio aconteceu a Suzanne? Aquele exorcismo deve ter corrido mesmo mal! Será que Amy fez xixi da forma errada? Estou a brincar, mas não era suposto aquilo acontecer, pois não? Definitivamente não! Até me deixaram ligeiramente curiosa. Não é uma série brilhante, mas já vi coisas bem piores. Num tom leve e despreocupado apresenta-nos uma história com alguma piada, não muita originalidade, e certamente não assustadora, mas está aí o Halloween, portanto…

Diana Sampaio