Classificação

8.5
Interpretação
8.6
Argumento
8.5
Realização
7
Banda Sonora

Contém Spoilers!

Esta semana, o episódio da midseason finale de Blindspot, conseguiu duas coisas de um modo extraordinário, que foi o começo e o final. Isto dizendo que foram as melhores partes do episódio. O começo, porque o episódio tem início com Weller a ter um despiste de um carro e sem sabermos se sobreviveu, ou quem lhe causou o despiste. O final, porque nos promete ação e avanços muito grandes na história, mas já me estaria a adiantar.

Como foi prometido a semana passada, esta semana não tivemos um caso de uma tatuagem por resolver, já toda a equipa sabe de Jane e dividiram-se em duas duplas. Começando por analisar a história de Reade e Weitz, ambos foram para o México para encontrarem Zapata. O enredo à volta desta está a evoluir de uma forma interessante mas lenta, fazendo-me crer que quando a série regressar a história a curto prazo irá ser focada no regresso de Jane, e a longo prazo o final da temporada irá ser sobre Zapata e Madeline. Isto se Zapata ainda estiver com Madeline, uma vez que ela, Reade e Weitz acabam numa espécie de Mexican Standoff quase. Pôr Reade cara a cara com Zapata novamente foi bem pensado, ninguém foi mais magoado por ela, nem ninguém a quer tanto de volta. Continuo a achar que Zapata está a fingir tudo, mas o motivo pelo qual o estará a fazer não consigo ter a mais pequena ideia. E tenho que confessar que me surpreenderia bastante se assim não fosse o caso.

Quanto a Kurt e Jane, a sua relação está cada vez pior, uma vez que Remy tomou todo o controlo, e com a ajuda de Boston  conseguiu encontrar Shepherd e libertá-la. Aqui houve um detalhe negativo na minha opinião. Numa série que tem algum cuidado para tornar tudo o mais realista possível, não tiveram essa preparação para a história que levou Boston a ajudar Jane. Ninguém tão inteligente como ele, alguma vez acreditaria que invadir os servidores do FBI era um teste para começar a ajudá-los. Acho que se o tivessem posto novamente no papel de vilão, porque estava farto de estar preso em casa, poderia ter sido mais credível.

Surpreendente foi a reação de Shepherd ao ser libertada, não querendo avançar com o seu plano original e estando mais calma e pouco revoltada. Esta nova personalidade não ajudou nada o humor de Remy, cuja situação a nível de saúde está bastante pior. Estão a criar-nos a sensação de pressa urgência, no mesmo episódio em que nos apresentaram um procedimento altamente perigoso mas que poderá ajudá-la e trazer Jane de volta. Claro que sabemos o que vai acontecer, mas há certos detalhes aos quais não podemos mesmo fugir, e mais importante do que como chegamos lá, é o caminho. E o caminho tem sido uma viagem bem agradável.

É ainda de notar o final do episódio em si, não só Reade está em confronto contra Zapata, mas Weller acaba num confronto direto contra Jane. Ambos a correrem um para o outro no que promete ser uma cena de luta muito interessante, uma espécie de Mr & Ms Smith do mundo das séries. Pena que teremos que esperar 35 dias para voltar a vê-los no ecrã, mas depois voltam para não mais nos abandonarem até ao final da temporada.

Como uma análise geral a esta metade da temporada, já aqui critiquei alguns episódios, mais os iniciais, e sinto que foi uma temporada que demorou a crescer junto dos espectadores. Mas aos poucos e poucos foi-se tornando consistente, com uma boa história e cativante para a audiência. Enquanto continuar assim, vale a pena continuarem a dar temporadas a Blindspot.

O que acharam?

Raul Araújo