Classificação

7.3
Interpretação
7.3
Argumento
7.4
Realização
7.6
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

Esta semana chega-nos Station 19, o segundo spin-off de Grey’s Anatomy e a nova adição aos programas da Shondaland. A série, criada por Stacy McKee, tem como foco a vida atribulada dos homens e mulheres que constituem o corpo de bombeiros de Seattle.

Para além de caras que já nos são familiares, como é o caso de Ben Warren (Jason George) que, por fim, abandona Grey’s Anatomy, são-nos dadas a conhecer novas personagens: Andy Herrera (Jaina Lee Ortiz), que recentemente fez uma pequena aparição em Grey’s e é a nossa personagem principal; Jack Gibson (Grey Damon), o seu namorado; Pruitt Herrera (Miguel Sandoval), pai de Andy e Capitão da Station 19; Victoria Hughes (Barrett Doss), Travis Montgomery (Jay Hayden), Dean Miller (Okieriete Onaodowan) e Maya Bishop (Danielle Savre), seus colegas e, finalmente, Ryan Tanner (Alberto Frezza), um polícia que partilha um passado com Andy.

Entre as várias narrativas que compreendem este episódio, a principal é, sem dúvida alguma, a de Andy. Esta é, aliás, a única personagem que nos é apresentada com alguma profundidade neste episódio piloto – algo que, pessoalmente, não gostei muito. Apesar de não ter desgostado da história de Andy, sobre a qual passarei a falar, sinto que Station 19 pecou ao não criar grandes laços entre os restantes personagens e a audiência (algo que considero bastante importante, especialmente num primeiro episódio).

Mas falemos então sobre Andy. Durante Stuck (o nome deste episódio), descobrimos que Herrera está ligada aos bombeiros desde a sua infância, graças ao seu pai. Ainda assim, quando este é forçado a afastar-se dos bombeiros por motivos de saúde – que levam a um breve cameo de Meredith (Ellen Pompeo) e Bailey (Chandra Wilson) -, Andy não é a sua primeira consideração para o posto de Capitão. Em vez da sua filha, Pruitt começa por considerar Jack, o seu namorado. Esta decisão não é bem aceite por Andy, que considera Jack demasiado impulsivo para o trabalho. Para complicar a situação, Andy encontra um anel no bolso de Jack, o que a leva a afastar-se ainda mais dele… E a aproximar-se novamente de Ryan.

Se é verdade que, no final, Andy acaba por exigir que o seu pai a considere para o posto (acabando por ter que o partilhar com Jack), também é verdade que, pelo menos neste primeiro episódio, a sua história se perde bastante nas narrativas dos homens da sua vida. À exceção de um ou outro pedaço de informação que recebemos sobre Andy, como o facto de a sua mãe ter falecido quando esta tinha apenas nove anos de idade, todas as suas cenas são sobre o seu pai, Jack ou Ryan. Por aquilo que vimos de Andy em Grey’s Anatomy, acredito que há muito mais nesta personagem do que aquilo que este primeiro episódio nos apresentou e tenho alguma curiosidade em ver se essa suspeita se confirmará nos episódios seguintes.

Apesar de não ser de todo enfadonha, a verdade é que esperava um pouco mais de uma série da Shondaland. Sinto que este episódio piloto deveria ter perdido mais algum tempo a apresentar-nos as suas personagens, pois tudo me pareceu um pouco superficial. A verdade é que, ao chegar ao final do episódio, não consegui deixar de sentir que lhe faltava alguma coisa. Ainda assim, tenho algum interesse em continuar a ver Station 19 e espero que a série encontre a chama que, na minha opinião, lhe falta.

Inês Salvado