Escrita e criada por Peter Morgan, The Crown estreou em 2016 pela mão da Netflix com a promessa de trazer aos pequenos ecrãs a história do reinado mais longínquo, o da Rainha Elizabeth II do Reino Unido. Entre eventos reais e dramatização, The Crown dá-nos um vislumbre dos bastidores da família real mais falada do mundo, assim como dos políticos que mais se destacaram na segunda metade do século XX na Inglaterra. À medida que os acontecimentos vão avançando no tempo, o elenco vai mudando para continuar a haver uma representação o mais fiel possível à realidade. Na 1.ª temporada podemos ver Claire Foy no papel da soberana, desde que casou com o Príncipe Phillip (Matt Smith), em 1947, até 1955. A 3.ª temporada estreou no passado dia 17 de novembro e está disponível na Netflix.

 

Personagens:

Rainha Elizabeth II (Claire Foy) – Filha mais velha dos duques de York, Elizabeth ascendeu ao trono em 1952, com apenas 25 anos, depois da morte súbita do pai, o Rei George VI. Nas duas primeiras temporadas, vemos a rainha como uma jovem mulher com dúvidas transformada num símbolo nacional e uma das maiores figuras da História. Com o avançar do tempo, a rainha amadureceu e esconde uma parte de si em prol do papel importante que desempenhou.

Princesa Margaret (Vanessa Kirby) – Vivaz, irreverente e talentosa, Margaret é a irmã da Rainha Elizabeth e em muito a alma da Família Real. Romântica e bon vivant, desejava desde menina ser ela a rainha e vive em constante amargura pela pressão que a família impõe contra a sua forma de ser, autêntica a si própria, e por quem se apaixona.

Príncipe Philip, Duque de Edimburgo (Matt Smith) – Nascido Príncipe da Grécia e da Dinamarca, Philip apaixona-se pela futura rainha de Inglaterra ainda durante o reinado de seu pai. Ele torna-se cidadão inglês e é condecorado cavaleiro de modo a tornar mais aceitável o seu casamento. Por vezes duro e arrogante, e várias vezes descontente com a sua submissão e desigualdade perante a mulher, Philip acaba por ser uma pedra angular na ascensão de Elizabeth ao trono, e durante o seu reinado.

Winston Churchill (John Lightgow) – Foi o Primeiro-Ministro do Reino Unido entre 1940-1945 e mais tarde, entre 1951 e 1955. É uma das figuras incontornáveis da sua época e uma das mais reconhecidas personagens políticas do Reino Unido e do mundo.  O papel do Primeiro-Ministro na sua última passagem pelo poder influenciou o início do reinado de Elizabeth II e marcou a personalidade da rainha.

Rainha Elizabeth, Rainha-mãe (Victoria Hamilton) – Após a morte do seu marido, Rei George VI, assume o título de Rainha-mãe para que não seja confundida com a atual rainha e sua filha, Rainha Elizabeth II. Embora tenha apoiado a sua filha nesta nova etapa da sua vida, as marcas e cicatrizes deixadas pela morte do seu mais que tudo são ainda bastante visíveis e fazem-se notar nos comportamentos da mesma.

Duque de Windsor, antigo Rei Edward VIII (Alex Jennings) – Irmão mais velho do Rei George VI, reinou por um curto período de tempo, em 1936, abdicando do trono para se poder casar com a Duquesa de Windsor, Wallis, uma mulher americana, divorciada por duas vezes. A sua abdicação para casar com uma mulher nestas condições, naquela altura, tornou-os a ambos inaceitáveis enquanto membros da Família Real.

Anthony Eden (Jeremy Northam) – Anthony Eden inicia o seu percurso na série enquanto o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros do governo de Churchill, acabando por substituí-lo no cargo de Primeiro-Ministro. As voltas e reviravoltas políticas são uma constante com esta personagem, mas a lealdade para com a Coroa é inabalável.

Peter Townsend (Ben Miles) – Funcionário da Casa Real durante o reinado de George VI e, consequentemente, da sua filha Elizabeth, Peter acaba por desenvolver um caso amoroso com a Princesa Margaret, tornando-se a primeira grande paixão desta; unidos num amor proibido pelas ocasiões de vida de ambos cujo desenlace está condenado desde o início.