Na próxima terça-feira, o catálogo do Disney+ vai aumentar com a chegada da Star, marca de conteúdos da The Walt Disney Company, e com ela chega uma enorme lista de séries que vale a pena ver. Para além de originais Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic, a plataforma passa também a ter séries e filmes do FX, Hulu, ABC, 20th Century Studios, 20th Television e Touchstone. Algumas destas novidades são séries que terminaram no último ano, outras recuam um pouco mais no tempo. Nesta longa lista de séries Star, fica com algumas recomendações que ficam disponíveis no Disney+ já no dia 23 de fevereiro.

According to Jim

Se gostas de comédias familiares, ao estilo de Last Man Standing, Modern Family ou The Goldbergs, According to Jim é uma boa opção. Não estamos perante ouro televisivo, nem perante um formato diferenciador, mas é uma série engraçada para ver quando se está à procura de algo levezinho e que dá perfeitamente para ver em família. O personagem principal é Jim, um homem casado e com três filhos. Ele é daqueles homens um bocado sem noção, algo frequente neste tipo de séries, mas a dinâmica familiar é bastante gira, com destaque para os momentos menos harmoniosos, pois Jim e a cunhada, irmã da sua mulher, estão sempre em desacordo. Pelo contrário, o cunhado é o seu melhor amigo, alguém com quem Jim pode sempre contar. É muito por culpa destas duas duplas que a série proporciona momentos divertidos, sem esquecer as típicas questões de casais, mais os miúdos, que têm sempre piada, seja no ecrã ou na vida real.

Alias

Antes de grandes sucessos como Lost e Fringe, J.J. Abrams criou Alias, aquele tipo de série que quem gosta de histórias com muito girl power não pode perder. Apesar de a série se poder enquadrar no género da ficção científica, não é preciso fugires já se não costumas de gostar de coisas nesta onda! Este é o tipo de série de que até uma pessoa que não gosta de ficção científica consegue desfrutar. Falamos por experiência própria! É bom ver uma atriz competente dar vida a uma personagem badass numa altura em que não se via muitas mulheres neste registo, pelo menos em televisão. Nisso, Alias marcou a diferença e depois conquistou porque cada episódio trazia algo de diferente: uma nova missão, um novo disfarce, para a agente dupla Sydney Bristow. Alias é uma daquelas séries que nos leva até imensos sítios diferentes e com uma trama cativante, porque nunca sabemos muito bem o que podemos esperar. Plot twists não faltam! Ainda somos do tempo em que Alias dava na SIC ao sábado à tarde e garantimos que ficávamos chateadas sempre que perdíamos um episódio.

Brothers & Sisters

Aqui está uma opção para quem gosta de dramas. A série passa-se na Califórnia e centra-se nos Walker, uma família bastante unida que se reúne frequentemente, seja para partilhar refeições, confissões ou apenas uns momentos de conversa. Provavelmente são o tipo de família que fariam uma pessoa sentir-se sufocada porque são todos uns bocado intrometidos na vida uns dos outros e parece que há sempre gente a entrar na casa deste e daquele, mas, na segurança deste lado do ecrã, a série é garantia de um tempo bem passado. Brothers & Sisters proporciona drama familiar numa boa dose, mas também aborda temas importantes como a homossexualidade, o cancro, a dependência, sem esquecer uns quantos segredos que apimentam a trama e uns momentos engraçados. O elenco é liderado pela mais do que experiente e talentosa Sally Field, um rosto que é sempre bom rever. Esta é uma daquelas séries boas para fazer maratona, num fim de semana, numas férias ou num período de confinamento. Se gostaste de Parenthood, é provável que gostes também de Brothers & Sisters, embora cada uma tenha o seu estilo.

Buffy the Vampire Slayer

Buffy the Vampire Slayer é daquelas séries intemporais de adolescentes ou até jovens adultos, emitida originalmente em finais dos anos 90 até 2003. Durante sete temporadas pudemos ver Sarah Michelle Gellar no papel principal, a combater forças sobrenaturais, em especial vampiros, munida de uma estaca de madeira. No centro da história está Buffy, uma estudante do secundário que tem de conciliar a sua vida pessoal com o facto de ser escolhida para ser A caçadora de vampiros. A ela juntam-se os seus amigos e o seu mentor, o bibliotecário da escola que acaba por ser uma figura paternal de Buffy. Apesar de os efeitos especiais não serem os melhores comparando com os existentes atualmente, a série agrada aos fãs do género, sendo até considerada a pioneira de muitas séries de vampiros que se seguiram. Os diálogos engraçados e a narrativa cativante são o suficiente para dar uma oportunidade a esta série.

Firefly

Quem acompanhou a única temporada existente de Firefly vai certamente dizer que a série está entre os cancelamentos mais injustos de sempre. A série de ficção científica espacial com um toque de western tem um elenco bastante conhecido, incluindo Nathan Fillion, Gina Torres, Alan Tudyk e Morena Baccarin. A narrativa foca-se na peculiar tripulação a bordo da nave Serenity, que ganha a vida a fazer biscates pela galáxia fora, num clima pós guerra civil. A vida desta tripulação está prestes a mudar para sempre quando, na sua ignorância, transportam uma jovem prodígio com habilidades especiais, procurada pelo governo. Mesmo tendo sido cancelada, os 14 episódios que compõem a série valem muito a pena para quem gosta de ficção científica e se ficares com a sensação de que soube a pouco, existe ainda um filme complementar, Serenity.

FlashForward

Mais uma série boa de ficção científica, mesmo para aqueles que não muito fãs do género. É uma grande pena que FlashForward tenha sido cancelada demasiado cedo e que tenhamos ficado sem saber o final da história, mas é daquelas séries que vale a pena ver, de qualquer das maneiras, porque o conceito é inovador, numa altura em que ainda se conseguia fazer muita coisa diferente em televisão. A trama anda à volta de um acontecimento misterioso, um apagão generalizado que deixou todas as pessoas do planeta inconscientes durante cerca de dois minutos. No entanto, durante esse período, cada um tem visões do seu futuro dali a seis meses. Há pessoas que se veem a fazer coisas acerca das quais não querem acreditar que são capazes, outras não viram nada, o que significa que estarão mortas… É fascinante porque se levantam imensas questões: o que gerou este apagão?, as visões são inevitáveis?, podemos, no presente, mudar aquilo que acontece nos próximos meses? É bastante fácil deixarmo-nos envolver na vida destes personagens, enquanto tentamos perceber o que realmente se está a passar.

Scrubs

Scrubs é uma série médica de comédia que acompanha um jovem médico, muito especial, no seu trabalho diário em ambiente hospitalar, o seu pequeno grupo de amigos (e inimigos), e os seus dilemas existenciais manifestados através de fantasias surreais. Pode dizer-se que Zach Braff ainda hoje é identificado por este papel que o lançou numa brilhante carreira à frente e atrás das câmaras. Uma das grandes mais-valias da série é incluir imensos momentos improvisados pelos próprios atores, uma situação que era incentivada pelo criador, Bill Lawrence. Para amantes de comédia, esta é uma boa escolha, com material para render o entretenimento, visto que a série tem nove temporadas.

Terra Nova

Terra Nova é um tesourinho de ficção científica perdido no meio do boom das séries. Estreou em 2011 e conta apenas com uma temporada. Com Steven Spielberg como produtor, a história decorre num passado muito longínquo, há 85 milhões de anos, quando a única solução para salvar a humanidade de um mundo super povoado e super poluído é criar uma colónia num local semelhante ao período cretáceo, depois da descoberta de uma fenda temporal. A série foca-se numa família selecionada para habitar esta Terra Nova, nas suas aventuras e problemas que vão surgindo. O facto de ter apenas uma temporada fornece à série uma fácil visualização, aliada a uma história interessante e promissora.

The Killing

Baseada na série dinamarquesa homónima, The Killing é um thriller policial protagonizado por Mireille Enos e Joel Kinnaman. É uma série pesada e um pouco violenta, que nada se encaixa na imagem que se associa à Disney, mas é bastante viciante e dá vontade de acompanhar para descobrir o que aconteceu a Rosie Larsen, o caso retratado nas duas primeiras temporadas. As duas últimas temporadas abordam crimes diferentes, sem fugir à essência da série, e que no seu conjunto conferem a The Killing um lugar nesta lista de recomendações.

You’re the Worst

Se estás à procura de mais uma comédia como as outras, esta não é a série que vais querer ver. You’re the Worst vai mais longe, afasta-se daquele tipo de comédia sem grande profundidade e alia drama, um pouco de seriedade, a uma série com uma piada natural muito própria. Também não há nada de típico nestes personagens principais, que não gostam muito de pessoas nem de relações humanas no geral, mas que de, alguma forma, estabelecem uma ligação muito interessante de se ver. Aya Cash é uma pérola e se calhar nem é suposto gostarmos muito da sua personagem, mas há algo de imensamente relatable nela. O elenco principal é pequeno, algo que se traduz num foco muito específico e num núcleo com química.

Séries como Homeland, How I Met Your Mother, Prison Break e Private Practice ou Desperate Housewives, Raising Hope e Revenge decidimos que ficariam de fora; umas porque são bastante populares e muitos já as viram, outras porque já receberam a nossa atenção noutras crónicas/rubricas do site. Big Sky, Helstrom, High Fidelity, Love, Victor e Solar Opposites também não foram incluídas, não por não valerem a pena, mas porque queríamos concentrar-nos em estreias menos recentes.

Que série(s) ficaste com interesse por saber que ia(m) integrar o catálogo do Disney+?

Ana Velosa e Diana Sampaio