Classificação

7
Interpretação
6
Argumento
6
Realização
6.5
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Helstrom a nova série da Hulu criada por Paul Zbyszewski, tem como base os quadrinhos da Marvel e é suposto ser violenta, sangrenta e assustadora. Este novo drama sobrenatural conta-nos a história de Daimon e Ana Helstrom que, apesar de serem filhos de um misterioso e poderoso serial-killer e de uma mãe internada numa instituição psiquiátrica, tentam lutar contra o mal que há no mundo, tal como possessões demoníacas.

Como se pôde ver neste episódio, a série é protagonizada por Tom Austen como Daimon Heltrom e Sydney Lemmon como Ana Helstrom, que, apesar de não ter sentido empatia com eles nestes 50 e poucos minutos, estiveram dentro das expectativas e conseguiram transpôr, por vezes, para fora do ecrã os sentimentos/sensações que estavam a vivenciar. Daimon é professor de ética e ao mesmo tempo exorcista, enquanto Ana é uma gótica com um corte de cabelo divertido, que mata criminosos de todos os tipos.

Uma coisa que Helstrom fez bem foi mostrar-nos claramente que este não é um lugar feliz para ninguém, todas as personagens têm bastantes problemas não ultrapassados e isso é interessante de ver ao longo deste episódio em que as conversas ganham um papel fundamental no desenrolar dos acontecimentos. Aliás, quase todos os acontecimentos aqui vivenciados se passam no escuro para mostrar-nos isto mesmo. Helstrom é um lugar sombrio, tudo bem… mas só isso não chega. Será que há mais que valha a pena ver aqui? Confesso que não sei.

Apesar da premissa inicial (série violenta, sangrenta…) este primeiro episódio teve pouco disso, para minha tristeza. Foi apenas um episódio sombrio, na sua grande parte lento e monótono… Tal como já bastantes séries da Marvel nos habituaram. Os “como” e “porquê” desta história só chegarão (chegarão?) mais tarde, mas neste caso quando chegarem pode ser tarde demais.

Parece-me que Helstrom se enquadra entre um drama familiar e uma aventura de terror sobrenatural e peca por isto mesmo, não sabe bem onde se insere e assim parece tirar proveito das melhores qualidades de um drama nem das melhores de uma boa série de terror. Mas claro, foi só o primeiro episódio e mais nove faltam para ver se estou certo ou não.

Dito isto, espero estar enganado e que não estejamos aqui de mãos dadas com uma oportunidade perdida em revelar o lado mais assustador e interessante do universo Marvel.

Filipe Tavares