Classificação

8.5
Interpretação
9
Argumento
8.5
Realização
6.5
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Grace and Frankie estreou em 2015 e já há muito tempo que queria ter visto a série, mas a oportunidade só surgiu agora e, terminada a 1.ª temporada, a minha pergunta para mim mesma é apenas esta: porque é que demorei tanto tempo a começar?

A série centra-se nas duas mulheres do título, interpretadas por Jane Fonda e Lily Tomlin, que veem os seus casamentos de 40 anos acabarem quando os maridos revelam que estão apaixonados um pelo outro e envolvidos numa relação secreta há uma data de anos. A Netflix já se tinha saído muito bem com The Kominsky Method, outra série que é centrada em personagens acima dos 70 anos, mas parece-me que esta tem tudo para me colar ainda mais ao ecrã nas próximas seis temporadas, sendo que a última ainda está por estrear. Há que ressalvar que Grace and Frankie tem Marta Kauffman (sim, da incrível Friends) como uma das criadoras, mas nem isso me fez imaginar que poderia gostar tanto da série.

O elenco é muito bom e Fonda e Tomlin não param de me surpreender e de me deixar com um bocadinho de inveja, simplesmente porque ninguém tem 70 anos (ainda para mais, as atrizes são um pouco mais velhas que as suas personagens) naquele estado de boa forma. Os 70 são os novos 50 e ninguém me avisou? O próprio conceito da série é giro e diferente, mas poderia ter-se perdido na execução. Não perdeu, no entanto. O humor é mais subtil que o de Friends e há episódios que nem têm piada, mas isso não faz qualquer mossa, porque a história é sempre cativante e deixei-me envolver com muita facilidade. Nestes últimos anos surgiram algumas séries – uma delas é a já mencionada The Kominsky Method e a outra é Fleabag – que aliam muito bem uma componente cómica/mais leve a uma mais séria/comovente e é um género que funciona muito bem para mim e no qual acho que Grace and Frankie se vem encaixar na perfeição.

As peculiaridades das personagens principais, tão diferentes uma da outra, as relações com os seus ex-maridos e com os filhos criam uma dinâmica muito engraçada entre todos e que representa outro dos grandes pontos fortes da série. Acaba por se tornar uma viagem aos últimos 40 anos da vida destas pessoas enquanto vemos aquilo que o presente (e o futuro) lhes reserva. E que melhor elogio existe para uma série quando acabamos uma temporada e queremos ver imediatamente a seguinte? É precisamente isso que vou fazer, porque esta 1.ª temporada de Grace and Frankie teve a capacidade de me deixar ansiosa por mais. É nestas alturas que me sabe mesmo bem começar a ver tudo com anos de atraso, porque não tenho que estar à espera, é só avançar para o próximo episódio!

Diana Sampaio