Grey’s Anatomy – 17×05 – Fight the Power
| 15 Dez, 2020

[Contém spoilers]

Mais uma semana que passou e, com ela, um novo episódio de Grey’s Anatomy, Fight the Power, que surge em antecipação à finale de Inverno desta 17.ª temporada, que virá a acontecer já nesta próxima semana.

Neste episódio (consideravelmente melhor que o seu antecessor), Bailey, cujos pais se encontram numa instalação de residência assistida, entra em pânico ao descobrir a existência de um novo pico de casos recentes de Covid-19. Entretanto, Jackson e Richard juntam forças para ensinar uma lição a Catherine, enquanto Teddy continua a procurar emendar as suas relações. Já uma cirurgia intensa leva Jo a reconsiderar o seu futuro.

De entre as várias storylines que se desenrolam em paralelo ao longo de Fight the Power, a de Miranda Bailey é, sem qualquer dúvida, a que se destaca. Após a instalação na qual os seus pais residem ser assolada por o vírus, Bailey vê-se forçada a enfrentar um dos seus maiores desafios até à data quando a sua própria mãe fica infetada. Este desafio não se deve unicamente à condição da sua progenitora, mas também – e, principalmente – devido ao facto de Miranda se sentir responsável pelo sucedido, tendo forçado os seus pais a mudaram-se para Seattle no início da pandemia.

São as suas cenas as que mais me impactaram, neste episódio de Grey’s. Mais uma vez, Chandra Wilson mostra que faz parte daquilo que é o coração da série ao trazer à sua audiência uma boa e convincente performance de uma filha que, de repente, é colocada numa posição complicada, sendo forçada a tomar decisões pelos seus pais sobre aquilo que é melhor para eles. Todo o back-and-forth e dúvida em relação ao que fazer com a sua mãe após esta experienciar um momento de lucidez foi tão emocionante quanto convincente, e lamento que o episódio não tenha sido focado apenas na personagem e o seu seio familiar.

Também aprecio que, finalmente, Jo tenha beneficiado de momentos não-relacionados com a sua vida amorosa, mas, ao invés, com a sua vida profissional. Ao revisitar o caso da sua paciente de My Happy Ending, a médica é relembrada que o futuro é incerto e que nem sempre as coisas correm conforme planeadas, ou sequer de maneira justa. É uma dura lembrança para a médica que, devido ao panorama geral, se sente infeliz com a sua vida e profissão. Tudo muda, no entanto, quando Jo é chamada a assistir um parto. Aqui, ao trazer felicidade a outras pessoas (e, é claro, ao experienciar uma porção dessa felicidade por si própria) apercebe-se que deveria passar o seu tempo enquanto médica a fazer algo que realmente a faz querer sair da cama todas as manhãs. Apesar de não me opor a uma mudança de especialidade para a médica (ainda que não perceba o porquê da série tomar esta decisão após temporadas a insistir que Jo um dia viria a ser a nova Meredith), faço minhas as palavras de Levi: não se devem tomar decisões importantes sem antes comer e dormir sobre o assunto.

Já a história entre Teddy e Koracick continua a ser frustrante, ainda para mais tendo em consideração que Teddy, que continua a ser uma autêntica pária aos olhos dos seus colegas, não fez nada que outros personagens de Grey’s não tenham feito no passado, com muito menos consequências (não querendo com isto, é claro, desculpar a sua decisão). Assim, agrada-me que a personagem e Amelia tenham sido capazes de manter conversas civis entre ambas ao tratar o caso de Koracick e, de igual forma, sinto-me algo aliviada em ver que Tom parece estar, pouco a pouco, a recuperar.

Por fim, acredito que a situação entre Jackson, Richard e o uso inapropriado de máscaras de Catherine foi abordado quase como se de uma piada se tratasse, quando é, na realidade, um assunto bastante mais sério que isso. Sabem quantas pessoas vejo diariamente a usar as suas máscaras de proteção individual de forma completamente errónea?! Deixo-vos apenas com o seguinte pensamento: as máscaras não são brincos e muito menos fraldas para o queixo!

Nacionalmente, podem acompanhar Grey’s Anatomy todas as quartas-feiras às 22h20, através da Fox Life Portugal.

Inês Salvado

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