Classificação

4
Interpretação
5
Argumento
5
Realização
6
Banda Sonora

Liza on Demand estreou em 2018 no YouTube e foi anunciado na semana passada que a 3.ª temporada vai ser a última, notícia que me deu a ideia de ver o episódio piloto da série.

A série foi criada por Deborah Kaplan, Harry Elfont e pela comediante Liza Koshy, que é também a protagonista, e segue as caóticas desventuras de Liza, que aceita diversas tarefas e estranhos trabalhos para tentar conquistar “um lugar ao sol” na gig economy, que se traduz em trabalhos de curta duração e surge como uma novidade no mercado de trabalho do pós-crise. Basicamente, o que Liza faz é andar a conduzir, de um lado para a outro, enquanto atende às exigências de uma série de clientes um tanto ou quanto absurdos. No entanto, a própria Liza e todos os personagens no geral têm o seu quê de exagerados. O argumento é fraquinho, em termos de comédia também fica tudo muito aquém do que se devia esperar e a verdade é que nada disso ajuda quando a qualidade da interpretação também se revela um tanto ou quanto duvidosa. Não há naturalidade nos personagens, nas suas interações… Parece tudo demasiado forçado, exatamente como é típico numa série com um mau argumento.

No entanto, apesar dos seus defeitos, que são muitos, Liza on Demand não é aquele tipo de série que me faz dizer: nunca mais vejo um episódio disto! Também não estou com pressa de partir para mais, mas não me apeteceu descartar completamente. Porque ao menos há algo ligeiramente diferenciador nesta comédia, com o trabalho pouco comum – pelo menos em termos de representação na ficção – da protagonista. Que raio de trabalhos loucos é que lhe podem aparecer por aí? Eu, pelo menos, não me importava nada que alguém me pagasse para fazer um puzzle. Quer dizer, já faço isso de borla, para me entreter. Ainda por cima de 500 peças. Peanuts!

Se te apetece ver uma série super leve e se não és muito exigente com a qualidade de uma produção, Liza on Demand pode ser uma hipótese a explorar, até porque os episódios são curtos e estão disponíveis no You Tube. Confesso que é sempre atrativo ter entretenimento gratuito à disposição!

Diana Sampaio