Classificação

10
Interpretação
8
Argumento
8
Realização
9
Banda Sonora

[Pode conter spoilers]

American Horror Story regressou para a sua décima temporada – Double Feature – e desta vez, num formato um pouco diferente do habitual: uma temporada dividida em duas partes, que contam diferentes histórias.

Nesta primeira parte, intitulada Red Tide, somos apresentados a uma pequena família: Doris (Lily Rabe) e Harry Gardner (Finn Wittrock) que são marido e mulher, e a Alma Gardner (Ryan Kiera Armstrong), a filha do casal.  Harry, escritor, decide mudar-se com a sua família para Cape Cod, com o principal objetivo de encontrar inspiração para o que viria a ser o seu grande sucesso. Mas, como seria de prever, as coisas acabam por fugir bastante ao que seria um simples retiro, ou não estivéssemos nós a falar de American Horror Story! Preparem-se para ver muito sangue, vampiros (apesar de Ryan Murphy se recusar a chamar-lhes vampiros), entranhas, corpos mortos e dissecados, entre outras coisas.

Depois de ter visto estes dois primeiros episódios, o meu primeiro pensamento foi “American Horror Story está de volta!”. Depois de duas temporadas bastante fracas, estes dois primeiros episódios conseguiram levar-me novamente a um terror com uma história cativante, criativa e intrigante. Arrisco-me até a dizer que esta temporada teve a melhor estreia de todas as dez temporadas (e eu que sou fã incondicional de Coven).

Um grande destaque destes primeiros episódios vai para a rainha de AHS, Sarah Paulson, que interpreta excecionalmente uma misteriosa e assustadora personagem tuberculosa, de seu nome Karen.

Um outro momento de glória vai para a interpretação musical de Evan Peters (como Austin) e Frances Conroy (como Sarah Cunningham) que cantam juntos o tema “Islands in the Stream”. Foi um daqueles momentos musicais em que facilmente ficamos a cantarolar a musica o resto do dia!

Sendo esta temporada dividida em duas partes, onde se tentará contar duas historias diferentes, senti que não existiram momentos mortos, ou cenas que não acrescentam nada à narrativa. Nos momentos mais tensos, somos ainda presenteados com mudanças rápidas de cena, que se fazem acompanhar quase sempre de um som de violino frenético tocado por Alma Gardner – simplesmente fantástico.

Por cá, vais poder acompanhar a temporada no Disney+, em outubro.

Miguel Mendonça