Como hoje é Dia da Mãe, não podíamos deixar passar a data sem uma crónica especial. Até porque as séries estão repletas de mães, umas melhores do que as outras, e que merecem uma pequena homenagem.

Sempre que penso em mães das séries, há duas pessoas que me vêem imediatamente à cabeça: Nora Walker e Angela Rizzoli. São mães tipicamente galinha, um bocadinho metediças, mas são essencialmente muito mães, sempre preocupadas com os seus filhos, sempre prontas a fazer tudo por eles. Angela acho que é mesmo a minha preferida. Deve ser aquela veia italiana deles que a torna tão fofa 😀

Depois há aquelas mães que não são propriamente as pessoas mais afáveis do mundo, mas que fariam tudo (mesmo tudo) pelos seus filhos, como Victoria Grayson ou Sophia Bowers de Deception. Vocês até devem estar a pensar numa que faz estas parecerem umas meninas de coro, mas não estou para ficar maldisposta, há gente de que nem vale a pena falar. Cersei, esta é para ti 😛

Voltando a mães em condições (sorry again, Cersei :P), depois há aquelas que me fazem partir a rir. Claire Dunphy, Virginia Chance e Beverly Goldberg são as maiores cromas que andam por aí e eu gosto tanto das três!

Lorelai Gilmore e Haley James Scott provam que uma mãe adolescente pode ser tão boa como qualquer outra. Ambas se saíram bastante bem com as respectivas crias e construíram com elas uma relação bastante próxima.

Julia Braverman-Graham e a cunhada Kristina Braverman são outras duas em quem penso quando se fala de boas mães. Mais uma vez aplaudo a decisão de Julia de adoptar e a forma como Kristina se assemelha tanto a uma mãe da vida real. E não digam que nunca repararam que ela tem mesmo um olhar meiguinho? *.*

E Cora Crawley! Uma mãe habituada aos costumes rígidos da sociedade inglesa da primeira metade do século XX e que mesmo assim se parece muito com uma boa mãe dos nossos tempos.

Saídas dos contos de fadas, não posso não mencionar a Snow White. Quero ver muito mais da relação dela com Emma nesta temporada, por favor! E quanto a Regina, quero muito que o Henry recupere a memória e saiba que ela é, a mãe que sempre teve.

Antes de ir a um ‘tópico’ que me é muito querido, destaque ainda para Temperance Brennan, que apesar da sua mente muito científica, tem um amor irracional pela filha 😀 Sem esquecer ainda Erin Reagan de Blue Bloods, uma mãe solteira numa família constituída sobretudo por homens.

Agora, a minha divagação. Lembram-se de Kerry Weaver, a administradora do hospital de E.R.? Sempre gostei muito da personagem, mas depois houve uma história à volta dela que me marcou. Ela era lésbica e teve um filho com a namorada. Aliás, a namorada foi quem engravidou. Tiveram o filho, o Henry, mas passado algum tempo a namorada de Kerry morreu e a família dela encetou uma luta em tribunal pela custódia da criança. Eu, que provavelmente nunca tinha pensado muitos nestas questões, pensei: “Isto é incrivelmente errado! O que é que eles estão a fazer? A Kerry pode não ter estado grávida, mas é MÃE dele”. A partir deste momento, considero que sou uma fervorosa defensora dos direitos dos casais e mães e pais gays. E não podemos falar em mães gay sem mencionar Stef e Lena de The Fosters, Tina e Bette de L-Word, Mélanie e Lindsay de Queer as Folk US e claro, Callie e Arizona de Grey’s Anatomy. Porque todas estas mulheres são mães, excelentes mães, embora algumas delas não o sejam biologicamente. E comparada com o amor e o carinho de uma mãe, a biologia por si só vale muito pouco.

Diana Sampaio.