Classificação

7
Interpretação
7
Argumento
8
Realização
8
Banda sonora

[Não contém spoilers]

No passado dia 22 de setembro estreou na Netflix uma nova série de drama espanhola, Jaguar, que conta com a participação de Maria de Medeiros como atriz secundária. A ação desenrola-se em pleno regime do General Franco, após a Segunda Guerra Mundial, nos anos 60, e acompanha Isabel Garrido (Blanca Suárez), uma mulher que procura vingança contra os nazis.

O primeiro episódio de Jaguar, intitulado Haus, apresenta-nos as personagens principais, certas caraterísticas da protagonista e alguma história do seu passado. Isabel trabalha num restaurante em Espanha, homónimo do título do episódio, frequentado por emigrantes alemães que seguem a doutrina do já falecido Hitler e que provavelmente tiveram que fugir da Alemanha. É uma mulher disciplinada, determinada, que sabe lutar, defender-se e falar alemão. Os flashbacks ao longo do episódio permitem-nos descobrir o passado desta misteriosa personagem. Há um grupo de homens, Lucena (Iván Marcos), Castro (Óscar Casas), Marsé (Francesc Garrido) e Sordo (Adrian Lastra), que anda a vigiar e perseguir Isabel e com o qual ela terá que lidar.

Esta série conquistou-me logo no início com o seu genérico espetacular, composto por animações ao estilo animé e, a melhor parte, uma escolha musical excelente que me cativou e me despertou a atenção. Foi uma opção bastante inteligente e que dá ao espetador uma imagem realista do estilo de série que está prestes a ver. Durante o resto do episódio denota-se uma banda sonora predominantemente composta por música espanhola, mas também por alguma música internacional, pendendo sempre um pouco para o rock. Considero que a escolha musical é um ponto muito positivo da série. Em termos de imagem, predominam as cores quentes e o grão alusivos a uma câmara de filmar antiga e que, consequentemente, se encaixam na perfeição com o período em que a ação se desenrola.

A temática central versa as consequências da Segunda Guerra Mundial, nomeadamente o sofrimento causado pelos nazis e a sede de vingança contra os mesmos. Agradou-me bastante a originalidade da série pelo facto de se focar numa perspetiva de “desforra” contra os nazis e não na exaustiva tortura a que foram submetidas milhões de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial. A série transmite uma certa garra, coragem, ânimo, enquanto retrata uma luta pela justiça.

No final do episódio, a nossa protagonista toma uma importante decisão que com certeza influenciará o desenvolvimento da ação durante a temporada e nos deixa expectantes. Tenho que confessar que, apesar de este tipo de tema não ser a minha praia, estou muito curiosa para continuar a ver Jaguar. Afinal não é todos os dias que uma série nos conquista pelo genérico e o resto do episódio só nos prende ainda mais a atenção. Recomendo a todos aqueles que se interessam por esta época da história e apreciam uma boa série de drama com uns pingos de ação.

Inês Rodrigues