Classificação

9.5
Interpretação
9
Argumento
9
Realização
8.5
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Assim, sim! Invincible chega e arrasa com o seu episódio piloto, It’s About Time. Nem sabes há quanto tempo não via uma série de super-heróis que me deixasse “wow” e que eu pensasse que iria valer mesmo o meu tempo, após anos a revirar os olhos às series da The CW e a ser roubada das maravilhosas séries da Marvel para a Netflix. Não incluo aqui as séries do Disney+ porque essas uma pessoa vê para não perder o fio à meada dos filmes, do universo tão longo da Marvel Cinematic Universe. Portanto, Invincible foi uma excelente surpresa com o seu episódio de estreia.

Invincible estreou em março na Amazon Prime e em formato de desenho animado. Não é um formato a que esteja muito habituada, ainda por cima ainda não me aventurei nos animés, portanto é algo novo para mim. E neste caso resultou às mil maravilhas, mas já lá vamos.

A série conta a história de uns Estados Unidos da América com super-heróis. Nada de novo (também não podemos pedir muito deste tipo de séries)Neste mundo, os super-heróis guardam a sua identidade secreta, mas pelo que pareceu neste primeiro episódio, são aceites pela sociedade. O super-herói mais popular é Omni-Man, que me parece ser uma espécie de Superman. Ele casou-se com uma humana e juntos tiveram um filho. Mark tem 17 anos e ainda está à espera que lhe apareçam os poderes.

A série conta com um elenco de completo luxo. Para o papel de Mark, temos a voz de Steven Yeun (o querido Glenn de The Walking Dead e que foi nomeado para um Óscar de Melhor Ator este ano). No papel de Debbie, a mãe de Mark e mulher de Omni-Man, temos a magnífica Sandra Oh. Já para dar voz ao Omni-Man temos outro prestigiado ator, J.K. Simmons (vencedor de um Óscar de Melhor Ator Secundário e com uma longa lista de filmes, incluindo o Marvel Cinematic Universe).

Como já referi, fiquei completamente rendida ao primeiro episódio, It’s About Time, de Invincible. É uma história coming of age, cheia de ação, uma realização estupenda, cores brilhantes e uma grande aposta da Amazon Prime para trazer de volta os super-heróis à televisão. Com o fim de Arrow, a oferta de super-heróis começava a escassear. É claro que a The CW está sempre a lançar novas apostas, mas para mim são sempre mais do mesmo. Tenho bem noção que me falta ver algumas séries de super-heróis que andam por aí, mas até agora a única que me prendeu verdadeiramente nos últimos anos foi mesmo The Boys, também da Amazon Prime.  Adoro séries deste género que me surpreendam, que não tenham medo de arriscar!

Não há dúvida que Invincible gosta de arriscar. Eu tive de ir buscar o meu queixo ao chão depois de ver aquela cena final. Sempre soube que havia algo não tão preto no branco com Omni-Man, mas juro que não estava nada à espera daquilo! Obrigada, Amazon Prime, por nos ofereceres uma série com personagens humanas (mesmo quando não o são), reais! Não acusas já cansaço em relação a super-heróis bonzinhos e traumatizados? Eu sim!

Mais acima, disse que gostei que tenham feito a série em formato de desenho animado. Não sou muito fã de ver sangue e tripas em filmes e séries e acho que em formato animado são mais suportáveis de assistir. Considero que os produtores se aproveitam dessa violência gráfica para chocar e o formato animado tira o choque da coisa e direciona-o para o que realmente importa: a cena em si e as consequências do que aconteceu e das decisões dos personagens.

Ainda só vi o primeiro episódio, mas acredita que vou ver tudo. Que grande série! Lá vou eu ter de continuar a subscrever a Amazon Prime…

Já viste Invincible? O que achaste? Uma boa aposta da Amazon Prime ou não te convenceu?

Maria Sofia Santos