Classificação

7.8
Interpretação
5.7
Argumento
6
Realização
6.6
Banda Sonora

The Neighborhood é a nova aposta da CBS na área da comédia nesta Fall Season. A série aposta em nomes sonantes como Max Greenfield, Beth Behrs, Cedric the Entertainer e Tichina Arnold para liderar o elenco. Contudo, pensar que uma mão cheia de bons atores faz com que uma série seja automaticamente boa é erro de principiante.

A série narra a história de Gemma e Dave Johnson, um jovem casal que se muda do Michigan para Los Angeles com o filho para um bairro maioritariamente habitado por pessoas de raça negra como Grover, o filho, tão irritantemente gosta de salientar. Escusado será dizer que a chegada do casal é vista com olhares desconfiados, principalmente pelos olhos dos vizinhos do lado, Calvin, em especial.

Eu sou uma pessoa com gostos muito específicos em relação a séries. Se calhar estranhos não será propriamente a melhor palavra, mas como já vejo séries há tantos anos sei reconhecer uma para lá de mediana quando a vejo. Vejo piadas mais gastas que as solas das sandálias que comprei há dois anos na Primark. Vejo dois atores (Behrs e Greenfield) acabados de sair de séries tão queridas do público e que estiveram no ar tantos anos (2 Broke Girls e New Girl) e entram numa série do mesmo estilo que não me faz esquecer os antigos personagens. Só penso: Uau, a Caroline Channing está a beijar o Schmidt!!!

Contudo, ironicamente, o casal Gemma e Dave tem química para dar e vender. A interação deles enquanto casal apaixonado não foi muita neste episódio piloto, mas já deu para perceber que entre eles não haverá problemas. O problema que há aqui é outro. É falta de originalidade, é não pensar fora da caixa, é a mesma série secante para caramba num bairro que já vimos em 112628789461651 séries nos últimos anos. É só conseguir esboçar um sorriso que fosse nos últimos minutos do episódio com a conversa entre Dave e o filho dos vizinhos. Ainda por cima vi a série de manhã e com poucas horas de sono em cima. Tinha mesmo de ser engraçada para me fazer rir. Não fez. É tentar colocar o tema racial em cima da mesa e falhar logo no primeiro episódio (apesar de o final me ter dado esperanças de que vá melhorar). É eu ficar desapontada por saber que esta série não vai passar de maio (se tanto) e eu gostar tanto dos atores da série.

Pode ser que esteja enganada. Que a série é quase má, nisso sei que estou certa. Mas pode ser que melhore e sobreviva mais uma temporada, apesar de a CBS ser bastante rígida com o sucesso das suas séries.

Maria Sofia Santos