Classificação

9
Interpretação
7.5
Argumento
8
Realização
7
Banda Sonora

[Contém Spoilers!]

9-1-1 é a nova aposta da FOX, obra da mente brilhante de Ryan Murphy (criador de American Horror Story, Feud, Scream Queens, Glee e Popular) e explora as experiências intensas envolvidas no percurso de uma chamada de emergência (911). A começar pelos operadores que as recebem, que ao mesmo tempo que tentam tranquilizar e apoiar quem se encontra do outro lado da linha, reencaminham as unidades necessárias ao local: bombeiros, paramédicos e/ou polícia.

O episódio piloto é narrado por Connie Britton, enquanto conhecemos um pouco da sua personagem Abby, que tem a seu cuidado a mãe (Mariette Hartley), doente de Alzheimer numa fase avançada, e que ocupa quase todo o seu tempo livre. Abby é o primeiro contacto de quem telefona para o número de emergência. É ela que analisa a emergência e determina quem deve encaminhar para o local. Quando não tem informações sobre o local, que é o caso da chamada de uma criança de 9 anos, Abby é responsável por usar os meios que possui para o tentar descobrir. A ingratidão do seu trabalho é quando na maioria das vezes acaba por nem saber o desfecho da situação de emergência. De qualquer maneira, concordo com a mensagem que é transmitida no final do episódio de que ela é a verdadeira heroína na resolução dos casos.

Conhecemos também, Bobby (Peter Krause), o chefe da esquadra de bombeiros e paramédicos, alcoólico em recuperação, que recorre aos desabafos semanais dos seus problemas com o padre da igreja. Bobby tem na equipa Howie (Kenneth Choi), Hen (Aisha Hinds) e Buck (Oliver Stark). Este último, o jovem bombeiro impulsivo e inconsequente, que usa o carro dos bombeiros para engatar raparigas e é constantemente repreendido, sendo até despedido, mas redimindo-se no final.

Já Athena (Angela Bassett) é bastante competente a representar o departamento da polícia. Na sua vida pessoal, Athena descobriu recentemente que o marido Michael (Rockmond Dunbar) é homossexual. Ambos continuam a viver sob o mesmo teto com os dois filhos, mas discutem bastante, apesar de terem sessões de terapia. Pode ser que o mau humor de Athena seja apenas devido à situação familiar que se encontra e não à personalidade dela.

Durante o episódio vamos vendo múltiplas situações de emergência, de diversos graus de gravidade, com finais felizes, enquanto outros nem tanto. Podemos ver também que por vezes existe um conflito entre os bombeiros e a polícia, quando ambos são chamados ao local e existe um choque de decisões a tomar.

O conceito de 9-1-1 não é uma novidade no mundo das séries. Para quem vê Chicago Fire e os spin-offs que dele resultaram pode achar que tem aqui uma cópia barata. Pessoalmente achei o episódio interessante e vou certamente continuar a seguir a série. Adorei em especial a personagem de Connie Britton que, para mim, faz toda a diferença em comparação com outras séries semelhantes. O resto do elenco, que também não desilude, juntamente com os múltiplos casos (que penso que se manterão), é um prelúdio de uma temporada vigorosa e cheia de ação.

Por cá, podes acompanhar 9-1-1 na FOX Life, a partir do dia 8 de janeiro.

Ana Velosa