01x13 - The Master [finale]

01×13 – The Master [finale]

No finale de The Strain o gangue finalmente enfrentou o Mestre. Apenas para um personagem entregar uma deixa toda cool que proporcionou o tempo exato para o vilão escapar. Deixo este momento falar acerca da qualidade desta série.

Quanto a outras personagens, o Palmer achava que se estava a converter, mas como o Eichorst disse e nós já suspeitávamos, nem por isso. O sangue d‘O Mestre deu-lhe saúde, pelo menos temporária, mas não o converteu. Para tal é necessário o vermezinho. Que criatura pateticamente fácil de manipular que este homenzinho é. Promessas vagas foram tudo o que o Eichorst precisou de fazer para o aplacar. É esta a personalidade de um homem tão poderoso com o Palmer? De que forma conseguiu ele subir na vida? Exatamente com que pulso? Patético. Especialmente se levarmos em consideração que também é o homem que atirou a Secretária da Saúde prédio abaixo. Capaz de tanto e no entanto..

O Gus continua com a equipa SWAT vampírica. Ao que subentendemos, O Mestre quebrou um qualquer tratado ao atacar Nova Iorque. Os SWATV são servos de outros vampiros anciãos e o Gus vai ser o seu aliado humano, capaz de andar sob o sol. Porque ele “proved worthy”. Hoy? Como? O que é que ele fez? Devo ter perdido esse episódio com certeza.

A parte mais agradável do episódio foi mesmo a missão e ainda assim não em tudo. Primeiro, o óbvio que já mencionei, o escapar d’O Mestre. E depois pequenas coisas, como a Dutch a hesitar para disparar sobre uma vampira de alguém que ela conhecia. Uma série inteligente tê-la-ia feito disparar de assim que acabou de explicar quem era.

Várias épocas de The Walking Dead não ensinaram a The Strain que é má ideia dar armas a putos e metê-los em papéis de relevo. Isto não é Game of Thrones, demasiado obviamente. Um dos problemas em transpor uma história do livro para o ecrã é mostrar o que não é dito ou feito. Game of Thrones teve que lidar com isso como um dos seus maiores obstáculos, já que cada capítulo se escreve sob a perspetiva de uma personagem. Como tal teve que criar diálogos, criar situações recorrer a algo tão rebuscado como sexposition, mas concretizou com sucesso o que era necessário. The Strain optou por simplesmente continuar em frente. Segue os gestos, mas sem qualquer intenção por detrás.

Cliffhanger, afinal o Mestre não morre com o Sol. Tudo em que o Setrakian acreditava, foi por água abaixo. O que farão agora? – é uma pergunta que The Strain conseguiu fazer com que a resposta eu não esteja interessado em saber.

Nota: 4/10
Nota temporada: 5/10

[As minhas reviews de The Strain não continuarão para uma segunda época, como já deverão ter percebido. Gostava de ter dito que foi giro, mas esta série foi uma completa desilusão para mim.]

André F Dias