Estreou hoje na Apple TV uma nova comédia dramática, Margo’s Got Money Troubles (Margo Tem Problemas de Dinheiro).
A série tem como base o romance homónimo de Rufi Thorpe e acompanha Margo (Elle Fanning), uma jovem universitária que sonha tornar-se escritora e que acaba grávida, depois de um caso amoroso com um homem mais velho e casado, e cheia de problemas financeiros. A história não é muito original, é um facto. No entanto, o primeiro episódio consegue ter um toque que torna Margo’s Got Money Troubles diferente. Tem algo de fresca, de divertida, mas é também humana de uma forma bastante realista.
Margo, a nossa protagonista, não é a personagem mais fascinante do mundo, mas dá para simpatizar facilmente com ela. Podemos, como várias das pessoas que a rodeiam, pensar que tudo seria mais simples se ela decidisse não ter o bebé, mas ela tem uma forma de nos convencer que as coisas podem resultar. Porque não se trata de um capricho, parece haver algo de muito genuíno no facto de ela querer aquela criança. E este primeiro episódio mostra-nos a evolução da gravidez de Margo e a forma como ela lida com isso, com as três colegas com quem partilha casa sempre presentes, já para não esquecer a mãe. Fanning pode ser a protagonista, mas Michelle Pfeiffer é incrível e acaba por roubar todas as atenções sempre que está no ecrã. Com uma atriz menos capaz, Shyanne poderia facilmente ter-se tornado uma daquelas personagens exageradamente cliché ou caricaturais. No entanto, Pfeiffer não permite que isso aconteça e faz-nos adorar esta mulher vaidosa e de bom coração. Destaque também para a Susie de Thaddea Graham, a colega de casa que é mais próxima de Margo. Já a conhecia de Bad Sisters e tenho que reconhecer que é bastante engraçada. Também eu gosto bastante de wrestling, ainda por cima.
Com um grupo de personagens a quem nos ligamos facilmente e uma história que queremos inevitavelmente perceber como se vai desenrolar, é difícil não querer continuar a ver Margo’s Got Money Troubles depois do primeiro episódio. A série é leve, mas nunca banal, por isso vale a pena espreitar. Até porque quero ver o pai de Margo entrar em cena.