Estreou na semana passada na Netflix a 3.ª temporada da antologia Monster, com o subtítulo, desta vez, The Ed Gein Story. Já tinha visto a 1.ª temporada, centrada em Jeffrey Dahmer. Apesar de ter gostado, não fiquei fascinada, como parece ter acontecido com muitas pessoas. No entanto, não tive interesse em ver a temporada centrada em Lyle e Erik Menendez, até porque já conhecia a história de Law & Order True Crime: The Menendez Murders.
No entanto, não conhecia este novo ‘monstro’ e fiquei curiosa desde o momento em que Charlie Hunnam foi escolhido para lhe dar vida. O melhor do primeiro episódio da História de Ed Gein, é, sem dúvida, a interpretação. Hunnam, como sempre, é irrepreensível. Todo o elenco é sólido, mas é impossível negar que ele é a verdadeira estrela da série. O problema é que, em termos de enredo, este começo de temporada não consegue agarrar ao ecrã. Fartei-me de olhar para a barra de duração do episódio para ver quanto tempo faltava para terminar. Acho que o facto de várias das personagens serem bastante peculiares não ajudou. A Augusta Gein de Lauren Metcalf fez-me lembrar a odiosa mãe do filme Carrie e quem raio é a Ilse Koch de Vicky Krieps?
Também me fez confusão o quão bizarra foi a ligação que tentaram estabelecer entre a história de Ed e o contexto da Segunda Guerra Mundial e dos campos de concentração, que é precisamente onde entra em cena Krieps. Desta vez, Monster faz uma abordagem um bocado alternativa àquilo que são as séries inspiradas em crimes reais e se se pode gabar-lhe a originalidade, o mesmo não se pode dizer da execução. Não achei que tivesse resultado bem. Talvez ainda venha a fazer sentido, até porque há qualquer coisa de errado (para além da parte criminosa) com Ed, mas por agora foi só demasiado esquisito. Monstro: A História de Ed Gein está a fazer sucesso na Netflix, mas nada me deixou com vontade de continuar a ver.