Já há muito tempo, perguntámos na nossa página do facebook, se havia algum tema acerca do qual gostavam de ler uma crónica. Algumas respostas foram de ideias que já tínhamos concretizado, mas destacou-se uma diferente que ainda não tinha sido abordada: séries que não têm muita “expressão” cá em Portugal. Então, a ideia foi pegar nalgumas séries que têm pouco sucesso e não são muito conhecidas no nosso país e fazer uma pequena lista.

Bem, como amostra, basicamente foi usada informação da popularidade – neste caso, será mais falta dela – que as séries têm na nossa página e site e os meus amigos e família. Sei que pode não ser um universo muito amplo, mas fica a tentativa na mesma. A segunda condicionante para fazer parte da lista, é que tinham de ser todas séries que eu vejo ou já tenha acompanhado, para saber do que estou a falar, claro.

Blue Bloods

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CSI’s, NCIS’s, Criminal Minds… Não falta popularidade e sucesso a uma grande quantidade de séries policiais, mas Blue Bloods não consta da lista das mais populares e muito injustamente. É uma série bastante interessante centrada numa família de polícias. O avô foi-o, o pai também (é agora Comissário da Polícia de Nova Iorque), o filho mais velho é detetive e o mais novo largou a Faculdade de Direito para se juntar ao “negócio” da família. Erin, a única mulher entre tantos homens, escolheu uma profissão diferente, mas também ela trabalha pelo bem da cidade. Os casos de investigação batem o de tantas outras séries porque cativam, são eles um dos grandes atractivos em cada episódio. Isso e as refeições em família, recheadas de discussões sobre questões do que é certo e do que é errado, nunca de uma forma aborrecida ou paternalista.

Call the Midwife

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Downton Abbey captou a atenção dos espectadores para as séries britânicas de época. Com justiça, mas Call the Midwife devia estar bem mais na ribalta do que está. Também ela uma série de época, centra-se em Jenny, uma jovem parteira a trabalhar numa parte pobre da cidade de Londres nos anos ’50. Jenny trabalha com outras jovens parteiras e algumas freiras, ajudando a nascer bebés e prestando cuidados de saúde a quem precise. É uma série terna, muito interessante e que traduz a boa qualidade das produções britânicas.

Cold Case

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Nunca ouço ninguém falar desta série e é pena. Tem uma grande banda sonora – gosto mesmo muito – e uns casos também bastante interessantes. Basicamente, esta equipa procura resolver casos que foram arquivados há vários e agora, no presente, procurar resolver muitas questões que ficaram sem resposta no passado. A série transporta-nos para crimes por resolver do passado, quer tenham eles ocorrido há poucos anos ou há várias décadas atrás. Gosto sempre de ver uns episódios quando passam na televisão.

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Hum, só conheço umas duas pessoas que viram esta série. Uma delas foi a pessoa que me recomendou vê-la e a outra é a minha mãe, que foi vendo comigo sempre que teve disponibilidade. É uma boa série para ver em família, tem drama familiar, mas também alguns momentos de comédia. O senão é que às vezes se prende demasiado com relações teen – mas mesmo assim, os adolescentes desta série são menos irritantes que os das outras – e não consegue fugir a certos clichés. No entanto, oferece uma variedade de relações muito interessantes entre vários personagens, momentos doces e tocantes e um pouco de realidade. Há algo de muito real e humano nesta série e essa é a sua melhor qualidade.

Les RevenantsLes Revenants

Resurrection atingiu uma popularidade considerável com a sua história de pessoas mortas que voltaram à vida. Só que antes de Resurrection, já uma série tinha usado a mesma premissa, pouco tempo antes. Les Revenants é uma série francesa passada numa pequena comunidade na montanha onde algo de estranho começa a aparecer: pessoas mortas começam a voltar vários anos depois e sem terem envelhecido um pouco que seja e sem perceberem o que lhes aconteceu. É uma série de boa qualidade que merece ser vista. E quando ouvirem dizer que The Returned é uma adaptação desta, não se convençam muito disso. Parece apenas uma cópia americana desta e mais vale ver o original, não?

Men At Work

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Há sempre imensas séries de comédias populares por esse mundo fora, que toda a gente vê e a quem toda a gente acha piada. Não é o caso de Men at Work. A base da história – um grupo de quatro amigos que trabalham juntos – não é nova, mas a série tem piada, a sério que tem. São todos bastante diferentes uns dos outros, mas são bons amigos e estão sempre metidos em pequenas aventuras. Dois deles até chegam a fazer de conta que são um casal gay para terem desconto na inscrição do ginásio. Para quem gosta de séries com grupos de amigos, se calhar vale a pena espreitar. Tem momentos engraçados e poderão ver uma ou outra cara conhecida como convidado(a) especial. Laura Prepon, sabes que estou a olhar para ti!

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Nunca teria conhecido esta série se uma amiga não me tivesse falado nela. Investiguei, já tinha tido uma versão britânica que durou pouco tempo e optei por ver a versão americana uma vez que foi essa que recomendaram. Pode dizer-se que é uma espécie de L-Word só que com homens como personagens principais. Tive de deixar de ver esta por falta de tempo, mas gostei do que vi. É uma série ousada que aborda temas tabus, o que é sempre interessante. Nem que seja para ensinar as pessoas a serem mais tolerantes. Precisamos disso.

Raising Hope

Raising Hope

Sempre culpei a Fox por Raising Hope não ser uma série muito popular. Enquanto New Girl, por exemplo, gozava de bastante publicidade por parte do canal, esta era relegada para segundo plano e de forma injusta, porque Raising Hope foi uma série brilhante durante três temporadas. Ri-me muito com os Chance durante as três primeiras temporadas e fiquei muito chateada com o seu cancelamento. Hum, fiquei chateada até ver a quarta temporada, aliás. Não correspondeu nada aos padrões a que a série se tinha proposto até ali e concordei que sob aquelas circunstâncias tinha, afinal, merecido o cancelamento. No entanto, vale a pena pelas outras temporadas que me fizeram rir tanto.

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Assim que ouvi falar nesta série, fiquei interessada em ver. Achei que a premissa da história era boa e que teria tudo para ser uma boa série, se fosse bem explorada. Daniel foi condenado à pena de morte pela violação e assassinato de uma rapariga e, quase vinte anos depois, é libertado depois de as provas que levaram à sua prisão serem colocadas em dúvida. De certa forma, a ideia de uma história destas, passada nos Estados Unidos, põe em causa o sistema judicial do país que se acha o exemplo do mundo. Não é. No entanto, a história não é sobre isso. Vemos Daniel tentar regressar a uma vida fora dos portões da prisão, voltar a aproximar-se da sua família e lidar com aqueles que continuam a acreditar que ele é culpado. A primeira temporada é viciante e faz-nos pensar.

– The Goldbergs

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Modern Family e Raising Hope foram partilhando, à vez, o lugar de minha segunda comédia favorita de sempre – claro está, o primeiro lugar pertence a Friends – só que The Goldbergs veio destroná-las desse lugar. Raising Hope terminou com uma quarta temporada muito fraca, Modern Family teve uma quinta temporada bastante medíocre também, mas The Goldbergs não desilude. Pode ir apenas na segunda temporada, mas já é das minhas séries preferidas. O piloto não foi grande coisa, não, mas dois ou três episódios depois, entrando no ritmo da dinâmica familiar, conhecendo as personagens… A sério, é muito engraçado, não tem uma única história que não seja deliciosa de assistir e, bem, para quem cresceu nos anos 80, vai relembrar-vos os bons velhos tempos. A quem, como eu, cresceu na década seguinte, vai fazer-vos ter vontade de serem mais velhos só para se poderem identificar mais com tudo. Não digo isto de muitas séries, mas esta é imperdível!

Quanto a vocês, quais são aquelas séries que veem e em relação às quais não têm com quem conversar?

Diana Sampaio.