Big Mouth – Review da 5.ª Temporada
| 08 Nov, 2021

[Contém spoilers]

Temporada: 5

Número de episódios: 10

Enquanto grande fã de Big Mouth, custa-me dizer que não achei esta temporada nada de especial. Se na temporada passada apontei que o enredo estava disperso, desta vez achei que tudo fez sentido. No entanto, sinto que todo o potencial educativo e a introdução de novos temas ficaram um pouco para trás. Houve muita repetição de abordagens (como, por exemplo, os complexos corporais) e nunca com um foco permanente (excetuando a storyline do ódio), o que levava a que os ensinamentos não fossem tão eficientes e considerados relevantes. Por exemplo, a storyline de Leah e Val poderia ter beneficiado bastante a série caso tivesse sido bem desenvolvida, visto que os temas de perder a virgindade e satisfazer os prazeres do parceiro ainda não foram abordados (sendo que a maioria das personagens ainda não chegou a essa fase).

De todas, esta deve ter sido a temporada com mais números musicais. Embora considere que estavam bem feitos, por vezes achei que foi repetitivo e desnecessário.

A certa altura na temporada comecei a questionar onde estava a escrita, pois eu só via choque visual. Sei bem que a série é conhecida pela sua animação gráfica (que eu sempre gabei!), mas se antes sentia que tal fazia sentido para desmitificar e educar, agora pareceu-me que era mais para chocar, estando tudo muito aleatório.

Adicionalmente, quando a storyline do ódio se começou a desenvolver houve algo que me meteu confusão. Nick Kroll faz várias vozes para a série e sempre desempenhou esses papéis bem, na minha opinião. Desta vez, achei que o Nick afetado pela minhoca do ódio soava totalmente igual a Lola, e isso não foi uma experiência nada boa para mim enquanto espectadora, pois, mal me apercebi, não consegui desligar.

Acima de tudo, Big Mouth continua a entreter. É impossível não ter expectativas altas considerando tudo o que a série já ofereceu. É esperar que na próxima temporada se consigam focar mais num número menor de temas e que estes sejam mais relevantes e diferentes!

Melhor episódio:

Episódio 8 – A Very Big Mouth Christmas – Este episódio quebrou com uma temporada mediana e foi dos meus favoritos de sempre da série. Embora tenha interrompido a continuidade da história, conseguiu fazê-lo de uma forma experimental muito engraçada que resultou. Desde várias histórias a vários tipos de animação, para mim tornou-se um episódio de Natal clássico a rever. Se bem que a cena mais gráfica aconteceu neste episódio e eu estava a almoçar. Não foi a melhor combinação, mas não posso dizer que não me avisaram logo no início sobre o que ia ver.

Personagem de destaque:

Andrew Glouberman (John Mulaney) – Nunca pensei vir a dizer que a personagem que considero mais nojenta seria a minha favorita, mas sem dúvida que foi Andrew quem teve o maior desenvolvimento nesta temporada e também alguns dos momentos mais engraçados. Desde a aproximação emotiva do seu pai ao sonho de ser cristão, esta foi a sua temporada!

Ana Leandro

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